<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650</id><updated>2012-02-16T05:06:26.543-08:00</updated><category term='surreal'/><category term='política'/><category term='crônicas'/><category term='Carnaval'/><category term='artes'/><category term='Contos aleatórias'/><category term='Brasil'/><category term='chá com monstros'/><category term='aniversário'/><category term='escrita-falada'/><title type='text'>Chá com monstros</title><subtitle type='html'>Todo mundo tem seus monstros. Às vezes é preciso tomar chá com eles</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chacommonstros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-5646659788865309425</id><published>2011-07-16T16:51:00.000-07:00</published><updated>2011-07-16T17:04:31.604-07:00</updated><title type='text'>It's just no good anymore since you went away...</title><content type='html'>Now I spend my time just making rhymes of yesterday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, era isso. Inspirar e expirar – e de novo – e com calma – e devagar – e sem pressa. Nem taças de vinho espalhadas pelo chão, nem ataques de nervos, nem carinhos na cabeça ao som de uma orquestra qualquer, nem rolar em tapetes, nem roçar de sedas. Era solidão. Inspirar e expirar: era solidão. Tentei puxar o ar, o choro enlatava na garganta e não deixava passar: era solidão. Deus, era isso: era solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dá medo, também como chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra - Como um lápis numa península" Manoel de Barros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-5646659788865309425?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/5646659788865309425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/5646659788865309425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2011/07/its-just-no-good-anymore-since-you-went.html' title='It&apos;s just no good anymore since you went away...'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1963059958090646742</id><published>2010-02-19T13:02:00.000-08:00</published><updated>2010-08-17T12:13:40.785-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Eu sou eu-mesma. E quem não é?</title><content type='html'>Numa das minhas sessões de atividades estéticas (da série ''Ser mulher pode ser horrível''), minha manicure e pedicure se perderam num sério debate. Aparentemente, algum membro do BBB (que não sei o nome) fez alguma coisa ruim (que não sei o que é) e justificou os fatos por estar sendo ela-mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha manicure colocou a questão em pauta, ao apontar sua grosseria e filhadaputagem. Torcendo o nariz, a pedicure replicou com o seguinte argumento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo menos ela não é falsa. Lá tá cheio de gente que não gosta um do outro e fica se fazendo de amiguinho... Eu acho que ela está certinha. Ela fala o que pensa. Ela é ela-mesma o tempo todo. Não fica bancando pose de ser outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre achei muito engraçado as pessoas justificarem suas ações negativas pelo argumento de serem elas-mesmas. Se uma pessoa é ''falsa'', como todos gostam de falar, essa falsidade faz parte, sim, do eu-mesmo dela. Ou não, é apenas um ente malígno que se apodera de seu corpo eventualmente? Se considerarmos a segunda alternativa, é uma puta sacanagem, pois aí só há espaço para sermos ''bons e verdadeiros'', e o ''ruim e falso'' é um deslize de nossa personalidade, algo que não tem nada a ver conosco ''de verdade''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro bom ponto: quem somos nós de verdade? Parece que há um consenso de que nossas vontades interiores são o que nos representa, e nossa imagem perante a sociedade não passa de uma ''maquiagem''. Se for assim, receio dizer a todos que ''Quando quis tirar a máscara,/ Estava pegada à cara'' (Álvaro de Campos, em Tabacaria). Quando uma pessoa decide decide que vai reprimir um de seus lados ao estar com outras pessoas, isso diz muito a respeito dela. Dizer o contrário pode ser muito conveniente, porque dentro de nós sempre há a possibilidade de sermos melhores. ''Sou uma pessoa muito retrospectiva, mas infelizmente a sociedade me faz ir às micaretas da vida'', ''Eu sou fiel, mas os meus namorados me impulsionaram a trair'', ''Gosto muito de literatura, mas os livros mais comentados são só os do Crepúsculo''. Então o fato de você ir às micaretas, trair e ler Crepúsculo não dizem nada sobre você ''de verdade''? No fundo, no fundo, você na verdade é uma pessoa que fica em casa à noite lendo Freud esperando o marido chegar? Cara, me recuso... Está na hora de assumirmos nossas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se ser você-mesmo é algo ruim, que tal experimentar ser outra pessoa? Acho uma postura muito ''do bem'' tentarmos sempre ser melhores do que nós mesmos. No final das contas, a tal da BBB mostra quem ela é: uma pessoa aparentemente grosseira e de difícil convivência (não acompanho o programa, estou apenas fazendo uma suposição pelo o que me foi dito). Há algum mérito nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, o que é ser falso? Aparentemente, saber o que se trata é algo muito simples. No Orkut, aquele espaço destinado ao ''Não suporto'' constantemente é preenchido com ''pessoas falsas'', ''falsidade''. Seria uma pessoa falsa aquela que conta mentiras, que diz ser uma coisa e na verdade é outra, ou mesmo que não diz o que pensa? Para sua moto na BR tudo: jura mesmo que você vai defender essa bandeira PELO ORKUT? No eu.com.br? Lá é, com certeza absoluta (sic), o lugar de delírio máximo geral (o que me inclue, claro), onde nos supomos o infinito e além. Será mesmo que nós vamos querer divulgar o eu verdadeiro verdadeiro no maior reduto de promoção pessoal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém tem opção senão ser você-mesmo, gente. Não há mérito e nem descrédito nisso. Mas às vezes a gente pode brincar e ''fingir'' ser alguém melhor, não? Uma das maiores belezas de ser humano: ser ''falso''.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1963059958090646742?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1963059958090646742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1963059958090646742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2010/02/eu-sou-eu-mesma-e-quem-nao-e.html' title='Eu sou eu-mesma. E quem não é?'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1355500022117591463</id><published>2010-01-28T13:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T14:22:18.773-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>At seventeen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/S2IN-C7mZsI/AAAAAAAAJes/w9bTFWe_rSM/s1600-h/IMG_0171.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/S2IN-C7mZsI/AAAAAAAAJes/w9bTFWe_rSM/s320/IMG_0171.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431919460152141506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   Desde fevereiro do ano passado, eu me encontrei com uma enorme responsabilidade: ter dezessete anos. E agora esse meu estigma está acabando...&lt;br /&gt;Dezessete é o quase lá. É a idade do último suspiro de uma fase muito, mas muito nostálgica. High school para os norte-americanos, e ano de loucuras de vestibulares para nós no país tropical. As músicas adoram encher de referências e os filmes sempre exploram um ou outro seventeen no roteiro.&lt;br /&gt;   É a idade da &lt;a href="http://letras.terra.com.br/abba/62916/"&gt;Dancing Queen do Abba&lt;/a&gt;, a idade que &lt;a href="http://letras.terra.com.br/janis-ian/963889/"&gt;Janis Ian ''learned the truth''&lt;/a&gt;, a idade da &lt;a href="http://letras.terra.com.br/stray-cats/234416/"&gt;''little rock'roll queen'' do Stray Cats&lt;/a&gt;, a idade que &lt;a href="http://letras.terra.com.br/capital-inicial/74982/"&gt;Natasha&lt;/a&gt; fugiu de casa... Tem até &lt;a href="http://letras.terra.com.br/winger/992980/"&gt;heavy metal de um cara que pegou uma dezessete&lt;/a&gt;, os moderninhos pedem para que &lt;a href="http://letras.terra.com.br/jet/1537894/"&gt;''don't change one thing''&lt;/a&gt;, são os &lt;a href="http://letras.terra.com.br/mercedes-sosa/63330/"&gt;''años'' de Violeta Parra&lt;/a&gt; e até a &lt;a href="http://letras.terra.com.br/david-guetta/919168/traducao.html"&gt;música eletrônica&lt;/a&gt; a consagra. No campo musical, as figuras dessa idade são normalmente... Tilangas. Dezessete é a oportunidade de se pegar uma menor sem ferir a moral e os bons costumes; ou seja, tem todo o apelo, mas ninguém vai se tornar um Humbert Humbert por isso.&lt;br /&gt;   Por ser um ano crucial no quesito decisões, muitas vezes é a idade que vai traçar um o caminho de uma vida inteira. Muitos filmes dedicam-se a justamente a repetir a idéia de Coppola em Peggy Sue, e a lista cinematográfica de pessoas de 30 voltando a ter 17 é imensa - vide o último ''17 De Novo''. Filmes tipo Grease e o atual High School Musical dedicam-se a explorar os estereótipos da idade conforme sua década. O fanatismo pelos 17 é tanto que tenho certeza que todo mundo já está de saco cheio dos deficientes roteiros desses bla-bla-bla de colegiais se divertindo e sendo idiotas. Mas quando pegamos pérolas como ''The Outsiders'' e mesmo ''Rushmore'', a idade fica realmente deliciosa.&lt;br /&gt;   E foi justamente assistindo o filme ''Rushmore'' que fui sentindo uma coisa esquisitíssima. Eu comecei a perceber que, daqui pra frente, eu vou olhar esses meninos como... Colegiais. Eu vou estar na faculdade. O olhar de uma pessoa da faculdade para o colegial é uma coisa muito distinta, cheia de ''Ai, quando eu estava nessa fase...'', ''Nossa, eu lembro que na formatura do meu terceiro...'', ''Ai, na minha escola tinha...''. Escola? Acabou. For good. Antes, qualquer filme que eu visse, ou as pessoas eram mais velhas, ou eram da minha idade. Chega a ser bizarro, para mim, pensar que agora eu vou ficar um degrau a frente.&lt;br /&gt;  Ai, dezessete, não se vá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1355500022117591463?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1355500022117591463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1355500022117591463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2010/01/at-seventeen.html' title='At seventeen'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/S2IN-C7mZsI/AAAAAAAAJes/w9bTFWe_rSM/s72-c/IMG_0171.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1918060162488808771</id><published>2010-01-28T12:56:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T13:00:05.626-08:00</updated><title type='text'>Tumblr</title><content type='html'>Não me cativei pela onda do twitter porque tenho uma série deficiência: não sei falar em poucas palavras. Escrever, então...&lt;br /&gt;Maaaas como também quero ser moderninha, foi uma realização o lance todo do tumblr. É fácil, simples, editável horrores e divertido.&lt;br /&gt;Como postar aqui é muita responsabilidade, minhas idiotices a mais estarão por lá.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://chacommonstros.tumblr.com/"&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1918060162488808771?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1918060162488808771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1918060162488808771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2010/01/tumblr.html' title='Tumblr'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-6488014259844875304</id><published>2009-12-17T14:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T14:17:07.793-08:00</updated><title type='text'>Brinquedos de palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Syqt0WpAhSI/AAAAAAAAJVc/AMAqbd_PdL4/s1600-h/AAAAA.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 307px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Syqt0WpAhSI/AAAAAAAAJVc/AMAqbd_PdL4/s320/AAAAA.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416332616808826146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só de brincadeirinha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-6488014259844875304?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6488014259844875304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6488014259844875304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/12/brinquedos-de-palavras.html' title='Brinquedos de palavras'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Syqt0WpAhSI/AAAAAAAAJVc/AMAqbd_PdL4/s72-c/AAAAA.PNG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-8065989792083739643</id><published>2009-09-21T13:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T13:58:02.055-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Dedicatórias</title><content type='html'>- Estava olhando na biblioteca do colégio um volume do ''O que é isso, companheiro?''. Abri sem jamais esperar o que encontraria na primeira página.&lt;br /&gt;Entrego o livro. Ela abre e lê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'' Delma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que seus olhos se lembrem de mim, quando seu coração já tiver me esquecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo,&lt;br /&gt;Milton''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fechei meio que sem graça. Aparentemente Delma esqueceu-se tanto que resolveu jogar o livro numa pilha para o nunca mais. Por que fazemos isso, Delma? Renegar tudo ao esquecimento... Esperto foi Milton ao pensar na associação. Ou nem tanto.&lt;br /&gt;Ela olhou meio com desdém.&lt;br /&gt;- Você é péssima em letting go.&lt;br /&gt;Talvez. Ou com certeza.&lt;br /&gt;- Preciso de chocolate.&lt;br /&gt;- Concordo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-8065989792083739643?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/8065989792083739643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/8065989792083739643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/09/dedicatorias.html' title='Dedicatórias'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1908218523474568202</id><published>2009-07-14T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T15:08:48.575-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá com monstros'/><title type='text'>Monstros felhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SlzNyY_-o6I/AAAAAAAAGwQ/Dvv8QC0HXpw/s1600-h/the_insult_battle_p1_by_bri_chan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 249px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SlzNyY_-o6I/AAAAAAAAGwQ/Dvv8QC0HXpw/s320/the_insult_battle_p1_by_bri_chan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358383922251998114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Parte de ''The Insult Battle'', feito por Brianna Garcia. Clique &lt;a href="http://bri-chan.deviantart.com/art/the-insult-battle-p1-38113976"&gt;aqui &lt;/a&gt;para ver tudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Enchi nossas xícaras e já beberiquei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Chá? – ele disse, num tom de desprezo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, refrigerante diet, de certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eurocentrismo é pouco... Calor tremendo de país tropical e a outra bancando a English.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ergui os olhos da xícara, já meio puta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É uma referência a Lewis Carrol, e queria dar uma impressão de antítese.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Burguesinho quando é insultado dá uma de superior e usa um vocabulário mais rebuscado, né? Deve ser para dar um ar de ‘’não discuta com meu intelectual, você não entende’’. Mas sem argumentos, querida, não rola comigo. Quero argumentos extensos e não palavras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dei uma risada inconseqüente, o que o incomodou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ora, você só pode estar de brincadeira!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O quê?!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- VOCÊ que faz isso. Você SEMPRE faz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, tá, essa foi ótima! Previsível! Não espera mais de você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nossa, você está brincando! Vai dizer que nunca reparou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Okay, então para provar que mais uma vez eu estou certo, cite assim, uma vezinha que você acha que eu possa ter feito isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Refleti por dois segundos e duas sinapses já deram as mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- ONTEM! Ontem MESMO!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que eu fiz ontem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pelo amor de Deus! Quando estávamos falando dos meus lances do vestibular!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele balançou a cabeça com desdém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por favor, alguém tinha que colocar um pouco de bom-senso nessa sua cabeça oca!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- AÍ! AÍ! EXATAMENTE! – imitando a voz dele – ‘’Deve ser para dar um ar de ’não discuta com meu intelectual, você não entende’. Mas sem argumentos, querida, não rola comigo’’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E eu não estava usando argumentos extensos?!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você estava num papo sem pé nem cabeça total! Ignorava tudo que eu falava e já vinha com um ‘’Oh, olhe pra mim, eu sou um monstro que leu Jung, tudo eu acho que é o inconsciente coletivo, eu sou dono da verdade’’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- São coisas completamente diferentes!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Burguesinho dando uma de superior!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Burguesinho, eu?! Eu vivo num armário, porra! Eu ando pelado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu devia mais é cobrar aluguel de uns trem desagradável que nem você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E eu devia cobrar hora nessas terapias ridículas. E uns trem? Amiga, o plural está em baixa, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dei um sorriso triunfal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você fez de novo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ahn?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, não vai dar pra negar: apelar pra gramática é coisa de gente de nariz empinado, é o ápice da diferença dos ricos que detém o conhecimento e os pobres acorrentados na fala popular. – imitando um telefone com os dedos - Alooou, Modernismo? Tudo bem? E a gramatiquinha do Mario de Andrade, como está?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ai, você com discurso de luta de classes é para acabar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- GRAMATIQUINHA!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O quê? Agora vai fazer de conta que errou de propósito para me pegar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E foi isso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tá certo. Foi a desculpinha mais esfarrapada do século!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em silêncio por um tempo. Até que ele...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E você também é gramatiquinha total.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nem a pau.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não?! Lembra do cara do ‘’Seu Geitinho me conquistou’’?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O cara era tosquíssimo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O lance principal foi o g, não negue!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu namorava, ia tirar o cara ainda que escrevesse em latim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Hum, okay, vamos fazer de conta que sim. E a comunidade que você zoa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lá vamos nós de novo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- ‘’Fala mau mais paga um pau’’... Gramatiquinha total!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Critico muito mais a filosofia da comunidade que o jeito que ela veio escrita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- No seu universo colorido talvez sim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não me amola!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não te amolo, com certeza! Me deixa em paz no seu armário, então!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Te deixaria, se você não amassasse meu sobretudo novo! Gordo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Desculpe se eu sou um monstro e não tenho compromisso com os padrões estéticos dessa sua sociedade deplorável!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Aí, fez de novo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele levantou-se, muito irritado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu vou é gorfar nesse seu casaco várias vezes!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saiu batendo o pé. E monstros batendo o pé podem fazer um estrago.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bati na porta do armário de leve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mon? Você está aí?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Uhum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suspirei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Desculpa a Táta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele saiu com uma cara envergonhada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você é que tem que me desculpar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estendeu o sobretudo novo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu realmente gorfei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tirei das mão dele alucinada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- FILHO DA PUTA! Quantos anos você tem, cinco?!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Desculpa, eu vou lavar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ossa senhora, vai manchar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Caramba, eu lavo! Fazer o que, já foi!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Já foi?! Não fui eu quem gorfou no seu pêlo, né?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E recomeçamos tudo. Novamente, de novo, mais uma vez...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0PGJ5eZfI/AAAAAAAAGxA/cQy8vrMUndQ/s1600-h/fhdhfgsdgaa+copy.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0PGJ5eZfI/AAAAAAAAGxA/cQy8vrMUndQ/s200/fhdhfgsdgaa+copy.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358455730051376626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1908218523474568202?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1908218523474568202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1908218523474568202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/07/monstros-felhos.html' title='Monstros felhos'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SlzNyY_-o6I/AAAAAAAAGwQ/Dvv8QC0HXpw/s72-c/the_insult_battle_p1_by_bri_chan.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-3026301643545147597</id><published>2009-06-26T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T16:07:26.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Alô?</title><content type='html'>- Alô, é da pizzaria Alegria?&lt;br /&gt;- Não, moça.&lt;br /&gt;- Ah, tá bom, desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 minutos depois:&lt;br /&gt;- É da pizzaria Alegria?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Da onde é?&lt;br /&gt;- É telefone residencial, senhora.&lt;br /&gt;- Ah. - desliga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos:&lt;br /&gt;- É da pizzaria Alegria?&lt;br /&gt;- Não, moça, é o mesmo telefone que você tem ligado esse tempo todo.&lt;br /&gt;- Que número é aí? Uai... - desliga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase que imediatamente após:&lt;br /&gt;- É da pizzaria Alegria?&lt;br /&gt;- Sim, senhora! Gostaria de fazer um pedido?&lt;br /&gt;- Quero meia pizza de quatro queijos e meia de brócolis...&lt;br /&gt;- Peraí que eu tenho que anotar... Huum... Meia de brócolis?&lt;br /&gt;- É, e uma de frango e catupiry.&lt;br /&gt;- Nós estamos sem catupiry. Pode ser só frango?&lt;br /&gt;- Aaah, não... Então faz de lombo.&lt;br /&gt;- Okay, lombo! Fica vinte e dois reais. Precisa de troco?&lt;br /&gt;- Sim, traga para cinqüenta.&lt;br /&gt;- Ótimo, dentro de vinte minutos ela vai chegar, obrigada!&lt;br /&gt;- Mas e o endereço?&lt;br /&gt;- Aaah, você não passou para a moça?&lt;br /&gt;- Que moça?&lt;br /&gt;- Não transferiram a ligação?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Pode falar. Aham. Aham, certo. Número? Okay, obrigada pela preferência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois:&lt;br /&gt;- Alô, é que eu pedi uma pizza, e está atrasando muito!&lt;br /&gt;- Pizza? Desculpe, moça, mas é aqui é residência.&lt;br /&gt;- Não! Eu acabei de ligar nesse número! Tenho certeza!&lt;br /&gt;- Deve ter se confundido, desculpe. - desliga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai é foda.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, da onde fala?&lt;br /&gt;- Residência do Chá com Monstros.&lt;br /&gt;- Não é da casa da Renata?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ah, desculpe, foi engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos depois:&lt;br /&gt;- Alô, é da casa da Renata?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Bom... - curto silêncio - Tem certeza?&lt;br /&gt;- Absoluta certeza de que não tem ninguém com esse nome aqui.&lt;br /&gt;- Oras... Certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação repete-se várias vezes, até que...&lt;br /&gt;- Alô, a Renata está?&lt;br /&gt;- Olha, vou ser bem sincero. A Renata está, mas ela não quer falar com você.&lt;br /&gt;- Sabia! Fala pra ela pegar esse telefone a-go-ra!&lt;br /&gt;- Pois não vou falar nada. Ela está muito puta com você.&lt;br /&gt;- Ah, é mesmo?&lt;br /&gt;- É sim. Falou que se quer acertar as coisas, que venha pessoalmente! Ela está te esperando! - desliga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, só dá meu pai folheano desesperado o jornal sobre o caso da mulher que levou facadas. Mas não tinha nenhuma Renata envolvida, graças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0PfBFQLII/AAAAAAAAGxI/_lTiy9WMFBY/s1600-h/fhdh+4.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 184px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0PfBFQLII/AAAAAAAAGxI/_lTiy9WMFBY/s200/fhdh+4.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358456157181586562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-3026301643545147597?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3026301643545147597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3026301643545147597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/06/alo.html' title='Alô?'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0PfBFQLII/AAAAAAAAGxI/_lTiy9WMFBY/s72-c/fhdh+4.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-8169075485894966387</id><published>2009-05-25T11:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T16:08:37.494-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Filosofia da Balsa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/ShrjJ6CtpQI/AAAAAAAAGLk/xVWPV3AWZiU/s1600-h/Imagem+083.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/ShrjJ6CtpQI/AAAAAAAAGLk/xVWPV3AWZiU/s400/Imagem+083.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339830067540108546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Levemente enjoada na balsa para Ilha Bela, com os olhos perdidos nas fileiras de carros flutuantes lançados ao mar. E pelo retrovisor, a silhueta de homem... Que ria sozinho? Uma risada histérica ao lado – não, havia mais alguém ali, na penumbra. Esguicha os ouvidos e olhos de curiosidade. Audível!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É isso aí, cara, pra mim chega. Mulher é tudo um bandiputa, nenhuma presta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Que é isso, rapaz. ‘Cê bem que sabe o tanto de mulher boa que tem por aí. ‘Cê só ta achando isso agora porque você levou um pé na bunda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Num é nada disso. Já to cansado de saber dessas mesmas histórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Você não achava isso enquanto tava feliz. Essa é uma das frases típicas de quem foi corno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oh, mas que cossa! Fenomenologia entre dois pseudo-marinheiros?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, que nada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Te falar que só tem um tipo de mulher que presta: as f&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eias. As bonitas, vixe, não querem saber de nada não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Aconteceu de você pegar uma errada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Me conta aí ‘cê eu to errado! Tem sempre muito homem em cima de mulher bonita. E elas não sabem resistir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Minha nossa, rapaz, né igual pra todo mundo assim, não. Se ela gostar de você, ela vai querer ficar só com você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Até um cara melhor chegar, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Uai, e quem sabe você não pode ser o melhor para alguma delas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não sou. Elas sempre acham que esses idiotas aí são melhores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Problema dessas que querem idiotas. Mas tem quem goste de uns cara bacana. Você não é palito de fósforo pra esquentar a cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ditados populares. Esse homem é um poço de sabedoria!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Você fala isso que ‘cê deu sorte com a Rita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Mas é porque eu acreditava que um dia a minha panela ia achar a sua tampa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Velho, eu sou uma frigideira então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ri baixinho. Essa foi boa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Olha, vou te contar uma coisa. Mas essa é pra você não esquecer jamais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A balsa já estava perto ao seu destino, e eu louca para mais algumas horas de viagem filosóficas. Abri uma gaveta para meu hipotálamo registrar eternamente o maior dos conselhos do homem da balsa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Amigo, a gente acredita no que nós acreditamos. Não se esqueça disso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rapaz, Fernando Pessoa não diria melhor! Nenhum outro intelectual matou a charada tão rapidamente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu pai entrou no carro, olhou o movimento lento dos carros, as ruas lotadas. Deu um suspiro desanimado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Lá vai ter gente demais, não vai dar pra estacionar o carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas eu já tinha aprendido a sabedoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 9pt;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:85%;"  &gt;- É nada, pai. Desse jeito não vai dar mesmo. A gente acredita no que nós acreditamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="times new roman" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="times new roman" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0P1q2I6WI/AAAAAAAAGxQ/8gGx8ZxZXF8/s1600-h/fhdh+copy2.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 143px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl0P1q2I6WI/AAAAAAAAGxQ/8gGx8ZxZXF8/s200/fhdh+copy2.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358456546349607266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-8169075485894966387?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/8169075485894966387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/8169075485894966387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/05/filosofia-da-balsa.html' title='Filosofia da Balsa'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/ShrjJ6CtpQI/AAAAAAAAGLk/xVWPV3AWZiU/s72-c/Imagem+083.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-7526071649446204071</id><published>2009-04-11T21:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T09:37:31.722-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Dia de procissão</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeFpgkVGzbI/AAAAAAAAGKw/U6hBXERxgeg/s1600-h/Aleijadinho_Caminho_para_o_Calvario.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323652242757569970" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 318px; height: 317px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeFpgkVGzbI/AAAAAAAAGKw/U6hBXERxgeg/s400/Aleijadinho_Caminho_para_o_Calvario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;em&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cristo carregando cruz, no Santuário de Congonhas do Campo - Aleijadinho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; 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Descendo o consolo de virgem, cada hora o mar avermelhado ia se intensificando.&lt;br /&gt;Era muita gente, gente demais. Cheguei a pensar que todos os moradores estavam presentes, jamais imaginaria que poderia ter tantos cidadãos naquela cidadezinha...&lt;br /&gt;Nunca tinha presenciado uma procissão. Ou pelo menos nenhuma procissão se comparava àquela, tamanha a mobilização. Pessoas se portavam como se fosse o verdadeiro luto de Cristo. Alguns choravam, alguns juntavam as mãos fechadas com força, olhando para cima; e outros seguiam cabisbaixos, vez ou outra reprimindo os filhos pequenos que aventuravam-se a correr.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No meio da multidão, um caminhão com caixas de som. E de lá, a voz belíssima de uma mulher a cantar o cristianismo inficado nas nossa raiz brasileira. Acompanhada intensamente por todos nos vários ''Pai Nosso'' e ''Ave Maria'', como num cortejo fúnebre, e mais discretamente nas canções que intercalavam a leitura dos salmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Ave Maria, cheia de graça''.&lt;br /&gt;Uma confissão ao pé do ouvido:&lt;br /&gt;- Sempre achei a oração de Ave Maria meio macabra.&lt;br /&gt;''O Senhor é convosco/ Bendita sois Vós entre as mulheres''.&lt;br /&gt;- É mesmo, mãe? Por quê?&lt;br /&gt;''Bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus''.&lt;br /&gt;- Não sei. Talvez por remeter a essa dor da mãe perder o filho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;''Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora da nossa morte''.&lt;br /&gt;- Ou por isso, essa parte. Rogai por nossa morte. É a oração para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A áurea invadia a nós, que os observavam passar pelas calçadas. Todo ritual religioso tem qualquer coisa de sinistro, e qualquer energia de luz. As vozes no tom melancólico, que não permite sequer desvendar suas palavras; as cores noturnas sob o laranja das velas; a expressão de tristeza nos passos lentos. É algo que causa medo, e estranhamente conforta. Essa dicotomia é presente em todas as cerimônias que conheço - e, embora agnóstica, sempre me sensibilizam profundamente. Não dava para ligar o Papa contra a camisinha na África ou o arcebispo contra o aborto da menina de nove anos estuprada pelo padrasto às figuras surreais daquela marcha cristã.&lt;br /&gt;Talvez parecesse mais real se fosse uma cena em fotografia preto-e-branca de muitos anos atrás. Mas era um barroco ambulante. Uma escultura de Aleijadinho. Uma lembrança dos a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vós. Talvez parecesse mais atual se, por Deus, aquelas ruas fossem asfaltadas - mas não, até mesmo o paralelepípedo estava lá para nos esquecermos de que estamos no século XXI.&lt;br /&gt;E não era a visão de um espantado de metrópole. Tinha saído de meu recanto de 60 mil habitantes para ficar perdida ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de quando me disseram que o maior motivo para se acreditar em Deus estava em justamente por tratar-se de uma invenção. Se tantas populações o criaram, é porque nós precisamos dele.&lt;br /&gt;Aquelas pessoas realmente pareciam precisar - e quem pode culpá-las, no país com mais católicos? Com a catequização dos índios, com as toneladas de ouro nas igrejas, com o sincronismo religioso sempre com um pézinho &lt;st1:personname productid="em Jesus Cristo" st="on"&gt;em Jesus Cristo&lt;/st1:personname&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;As últimas pessoas seguravam uma estátua em escala real do corpo morto de Jesus na cruz. Ele estava ensangüentado e com um dos braços pendendo, os olhos apáticos.&lt;br /&gt;O cortejo virou a esquina cantando e preparou-se para as escadarias da igreja.&lt;br /&gt;O mundo voltou a seu funcionamento cotidiano, os carros apareceram e as luzes do buteco foram acesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 'Cê viu fulana ali no meio da procissão? Ela é uma farsa! - comentou um garçom&lt;br /&gt;- Não diga! Que é que 'cê sabe?&lt;br /&gt;- Minha mulher acompanha tudo do começo ao fim. Aquela ali, ó, só entra quando falta pouco para retornar à Igreja, para que todos vejam ela como se fosse daquelas exemplar!&lt;br /&gt;- Deve fazer questão de passar aqui em frente do bar, só pra gente ver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era o caipirês de sempre, de novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl4Fo7LmgFI/AAAAAAAAGxY/i0NI2FNwwDQ/s1600-h/fhdh+copy3.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl4Fo7LmgFI/AAAAAAAAGxY/i0NI2FNwwDQ/s200/fhdh+copy3.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358726807256727634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;**&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;P.S: Gente, vocês não tem noção do ódio que eu fiquei de ter esquecido minha máquina!!!!! Tudo bem, fica pro ano que vem...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-7526071649446204071?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7526071649446204071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7526071649446204071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2009/04/dia-de-procissao.html' title='Dia de procissão'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeFpgkVGzbI/AAAAAAAAGKw/U6hBXERxgeg/s72-c/Aleijadinho_Caminho_para_o_Calvario.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-4936952606563773348</id><published>2008-08-06T12:18:00.001-07:00</published><updated>2009-05-25T11:37:43.504-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>O Museu da Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Bom, como o texto ficou grande e eu selecionei muitas imagens, decidi separar em partes. O resto fica para outros dias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Para começar, um trecho retirado da comunidade do Museu no Orkut:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;''Ao invés de paredes, vozes. No lugar de obras, espaços interativos. ''&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Apertem os cintos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;E só de pisar na calçada da Estação da Luz – ai, meu Deus! – meu coração já colocou-se a acelerar as batidas cardíacas. Meu sistema nervoso simpático faz um ótimo serviço em preparar-me para grandes emoções. Contorcionismo estomacal, vontade de pular feito criança: eu sei bem a montanha russa de sentimentos que é a experiência do &lt;a href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/museudalinguaportuguesa/index.html"&gt;Museu da Língua Portuguesa&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Por tratar-se de um prédio resultante do Ecletismo, suas características refletem - melhor do que tudo – o Brasil: idolatra tudo o que é estrangeiro (visto que todos os materiais utilizados na construção vieram da Inglaterra – GOD BLESS THE ENGLISH PEOPLE!) e é resultado de uma mistureba de estilos (ou, no caso do país, de etnias). O barroco nas linhas curvas, o rococó nos ornamentos ‘’clean’’, o neoclássico com arcos e colunas. Considerando a tristeza da primeira característica, surgiu a idéia de criarem um retrato nacional na Estação da Luz. As primeiras idéias englobavam futebol, samba, esses estereótipos que o mundo vê no Rio de Janeiro. Mas a essência brasileira, onde estava? O nacionalismo não pode se pregar a símbolos. Foi aí que aprovaram o projeto de fazer um museu sobre nossa língua materna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn6c_hWERI/AAAAAAAAENk/2-0D3rAMuXk/s1600-h/estacao+da+luz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231487818162114834" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn6c_hWERI/AAAAAAAAENk/2-0D3rAMuXk/s400/estacao+da+luz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estação da Luz, São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Não são todos os brasileiros que são hospitaleiros e malandros, mas todos falam português. E quer reflexo melhor da nação do que nossa idioma? No português brasileiro nós enxergamos a dominação de Portugal, a escravidão negra (afinal, você acha que palavras como caçula vieram de onde?), os índios que foram massacrados (e da chacina sobrou babá, curumim, macuxi, arara, caatinga, capivara, e tantas e tantas outras), a influência estrangeira do abajur e deletar. A gramática portuguesa não é fácil, e às vezes parece existir um abismo entre a língua falada e a linguagem escrita. E de certa forma, foi essa linguagem popular que moldou o idioma brasileiro de hoje. O dizer ‘’a gente vai’’, o ‘’encanador’’ invés de ‘’picheleiro’’, o popularizar o uso de ‘’você’’. Desvencilhar-se daquela pronúncia carregada para ter uma mais maleável, caracterizada em cada região do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn66on72vI/AAAAAAAAENs/_SDitOdmJ8c/s1600-h/museu_lingua_cibelle.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231488327411817202" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn66on72vI/AAAAAAAAENs/_SDitOdmJ8c/s400/museu_lingua_cibelle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estação da Luz, entrada para o Museu da Língua Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Esperar na fila (no Sol, por uma hora, tal qual a última visita foi um susto; o fato deu-se por ser dia gratuito - mas, afinal, esperar com o namorado nunca é ruim), comprar as entradas, pegar o cartãozinho, girar as catracas, pegar o panfleto (que coleciono, tenho de todas as exposições que foram expostas). Já no elevador é uma viagem, ouvindo Arnaldo Antunes dizer ‘’palavra’’ em diversos idiomas. E através dos vidros, ver a ‘’Árvore da Língua’’ - escultura de dezesseis metros de altura criada por &lt;a href="http://www.futon-company.com.br/detalhes_artistas.asp?id_artista=4&amp;amp;gal=2"&gt;Rafic Farah&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;crescer, com os animais escondidos, a evolução do latim nos galhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn9Gq6ih8I/AAAAAAAAEN0/oaG03foGkBU/s1600-h/museu31.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231490733208405954" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn9Gq6ih8I/AAAAAAAAEN0/oaG03foGkBU/s400/museu31.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;''Árvore da Língua''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O primeiro andar é voltado às exposições, interativos de tudo. A primeira exposição, ‘’Grande Sertão: Veredas’’, de Guimarães Rosa, era uma apaixonante aventura de percorrer as 600 páginas de diálogos e duelos. Pelas salas, havia o livro todo datilografado, com as correções originais feitas pelo próprio autor; elas eram disponíveis em grandes ‘’folhas’’ enroladas no teto, e era só puxar as cordas para ver o texto descer. No chão, as trilhas dos personagens, e poderíamos segui-las à vontade, sem ordem alguma. Podíamos colocar fones de ouvidos e ouvir sobre a aceitação da obra. Tijolos e materiais para a construção ser feita, e a neblina sem a qual a vida não é nada. E uma das coisas mais tocantes: espécies de ‘’torres’’ com arcos que direcionavam nosso olhar, permitindo ler nos tijolos e nos materiais de construção os textos de João Guimarães. Lá do alto, nos sentimos em pleno diálogo com o autor. Os galões com água, lembrando a rusticidade da vida dos sertões, onde textos poderiam ser lidos com a ajuda de um espelho. Aventurar-se no universo de uma obra, interagir com a escrita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn5w68OWQI/AAAAAAAAENc/k7rhfcPg3e8/s1600-h/Guimar%C3%A3es+Rosa+%281%29.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231487061018433794" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn5w68OWQI/AAAAAAAAENc/k7rhfcPg3e8/s400/Guimar%C3%A3es+Rosa+%281%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Exposição ''Grande Sertão: Veredas'', de João Guimarães Rosa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-4936952606563773348?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4936952606563773348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4936952606563773348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/08/o-museu-da-lngua-portuguesa.html' title='O Museu da Língua Portuguesa'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SJn6c_hWERI/AAAAAAAAENk/2-0D3rAMuXk/s72-c/estacao+da+luz.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-4645755669860265414</id><published>2008-07-20T16:34:00.001-07:00</published><updated>2009-07-15T09:38:54.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O Dilema da Mãe Coruja e da Mãe Monstro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SIPLqO32T-I/AAAAAAAAEM4/q7d-sSnxm4o/s1600-h/Fear+of+the+dentist.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225243919087194082" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SIPLqO32T-I/AAAAAAAAEM4/q7d-sSnxm4o/s320/Fear+of+the+dentist.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fear of the dentist, por Andrew J. Newman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Toda criança já teve medo de ir ao dentista: a história das seringas, das ferramentas barulhentas, de arrancar os dentes com força. Em todo canto encontra-se alguém com traumáticas memórias sobre idas ao dentista, desde passar a adolescência com aparelho nos dentes, de ter uma agulha DESSE TAMANHO aplicada, até sair com a boca inchada por arrancar o dente do ciso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Para mim, essa fobia sempre foi meio distorcida. Afinal de contas, o monstro sádico terrível era justamente minha mãe. Quando novinha (ou melhor dizendo, mais nova do que sou ;D), adorava passar algumas horinhas na sala do consultório da minha mãe. A cadeira de dentista é praticamente um p&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;arque de diversões: sobe, desce, deita, o negócio que direciona a luz parecia um volante, tem uma ‘’arminha’’ que solta uma luz azul e apita, óculos grandes de lentes coloridas, uma ferramenta que espirra água e solta vento... Dava para fazer de conta que era uma nave espacial tranqüilamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Mas é claro que a conveniência de ter a mãe coruja como dentista nem sempre foi tão bem estabelecida. Deve ter sido em dado momento quando entrei na pré-escola ou qualquer coisa assim, quando finalmente abandonamos a inocência de que a nossa vida não é como a de todos os outros. Aparentemente, meus coleguinhas não assistiam às fitas de desenhos animados de dentinhos (um deles seguia o bom caminho da escovação, outro dele para o negro caminho dos doces), não tinham uma ampulhetinha que marcava o tempo da escovação, não brincavam de nave espacial, não tinham um aparelhinho com um desenho de morango. E o mais surpreendente de tudo: os chicletes que eles tinham eram diferentes dos Trident que eu sempre via&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt; &lt;st1:personname st="on" productid="em casa. Eles"&gt;em casa. Eles&lt;/st1:personname&gt; eram infinitamente mais gostosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;A mania dos chicletes e de estar em pleno contato de crianças que não estavam nem aí para fio dental e gofus (nome que dei, com dois anos e onze meses, para o bochecho de flúor) levaram-me a ter uma cárie num dos últimos dentes. Os tempos de pré-escola já tinham se passado, e as histórias de terror sobre a profissão de minha mãe já pareciam besteira na minha cabeça. Só que nessa visita, ao invés de levar as típicas broncas (‘’Taís, olha isso, você não passa fio dental todos os dias!’’), eu me deparei com uma crença esquecida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Era como um ateu a ver Jesus Cristo dentro de um carro. Era minha mãe segurando uma seringa de agulha enorme. Eu fiquei olhando gelada. Ela me disse que estava com um sério problema, e não tinha outra forma de resolver. Eu perguntei se ia doer. Ela disse que, infelizmente, a áre&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;a que ela ia aplicar era a mais sensível da boca, que então ia doer um bocado. Como sempre fui chorona e extremamente medrosa de agulhas, me coloquei a chorar &lt;st1:personname st="on" productid="em desespero. Era"&gt;em desespero. Era&lt;/st1:personname&gt; o monstro diante de mim, com seu olhar determinado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;O problema do dilema da mãe monstro e da mãe coruja é que seu lado profissional diz para enfiar logo aquela agulha porque isso que deve ser feito, mas seu lado materno quer pegar no colo e dizer que já passou. Minha mãe baixou a agulha, e olhou para mim com os olhos mais tristes do mundo. ‘’Filhinha, não tem outro jeito. Eu não quero te fazer isso, mas eu preciso que você seja forte’’. Mães de olhos tristes são tão apelonas quanto cachorrinhos a brincar na vitrine de uma pet shop. Eu fiquei quieta, e lembro-me que doeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isso tudo me veio a tona na última visita com minha mãe. Ela usou uma ferramenta fina que é extremamente desagradável. Depois, me deu um flúor que faria com que minhas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gengivas ardessem um tanto. Olhei para ela com cara de ‘’Sua sem coração’’, mas logo me lembrei que não é fácil para mãe assumir o papel de vilão às vezes. Principalmente quando se tem instrumentos que parecem de tortura medieval na mesa de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 9pt; text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl4F_0V6SZI/AAAAAAAAGxg/VJ5D84mAzZ0/s1600-h/fhdhfgsdg.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/Sl4F_0V6SZI/AAAAAAAAGxg/VJ5D84mAzZ0/s200/fhdhfgsdg.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358727200557910418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-4645755669860265414?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4645755669860265414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4645755669860265414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/07/o-dilema-da-me-coruja-e-da-me-monstro.html' title='O Dilema da Mãe Coruja e da Mãe Monstro'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SIPLqO32T-I/AAAAAAAAEM4/q7d-sSnxm4o/s72-c/Fear+of+the+dentist.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-3195619532824024783</id><published>2008-07-15T15:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T11:37:06.788-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Caixinha de Música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SH0orFI4lsI/AAAAAAAAEMw/7KWBNfOfhHc/s1600-h/Damien%27s_Kiss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SH0orFI4lsI/AAAAAAAAEMw/7KWBNfOfhHc/s320/Damien%27s_Kiss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223375863398569666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Damien's Kiss,  por &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://direwire.com/"&gt;Dire Wire&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Caixinha de Música&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ah, se já perdemos a noção da hora&lt;br /&gt;Se juntos já jogamos tudo fora&lt;br /&gt;Me conta agora como hei de partir&lt;br /&gt;Ah, se ao te conhecer&lt;br /&gt;Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios&lt;br /&gt;Rompi com o mundo, queimei meus navios&lt;br /&gt;Me diz pra onde é que inda posso ir&lt;br /&gt;Se nós nas travessuras das noites eternas&lt;br /&gt;Já confundimos tanto as nossas pernas&lt;br /&gt;Diz com que pernas eu devo seguir&lt;br /&gt;Se entornaste a nossa sorte pelo chão&lt;br /&gt;Se na bagunça do teu coração&lt;br /&gt;Meu sangue errou de veia e se perdeu&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Como, se na desordem do armário embutido&lt;br /&gt;Meu paletó enlaça o teu vestido&lt;br /&gt;E o meu sapato inda pisa no teu&lt;br /&gt;Como, se nos amamos feito dois pagãos&lt;br /&gt;Teus seios ainda estão nas minhas mãos&lt;br /&gt;Me explica com que cara eu vou sair&lt;br /&gt;Não, acho que estás te fazendo de tonta&lt;br /&gt;Te dei meus olhos pra tomares conta&lt;br /&gt;Agora conta como hei de partir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(repete a primeira parte, e a segunda com alterações)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Como, se na desordem do armário embutido&lt;br /&gt;Teu paletó enlaça o meu vestido&lt;br /&gt;E o teu sapato inda pisa no meu&lt;br /&gt;Como, se nos amamos feito dois pagãos&lt;br /&gt;Teus seios ainda estão nas minhas mãos&lt;br /&gt;Me explica com que cara eu vou sair&lt;br /&gt;Não, acho que estás só fazendo de conta&lt;br /&gt;Te dei meus olhos pra tomares conta&lt;br /&gt;Agora conta como hei de partir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Essa é uma música que eu escuto várias vezes seguidas e é quase impossível enjoar; se coloco para tocar depois de muito tempo sem ouvir, então, estraçalha meus sentidos. Há quem não goste da voz do Chico, mas especialmente nessa música, para mim, soa numa harmonia completa. A melodia é melancólica, transborda aquela tristeza de olhos cansados, ressacas, cinzeiros cheios. ’É de tal forma que o piana chora o amor que por mais que seja triste, dá para deduzir o título da música (que cai como uma luva: é mesmo o ‘’Eu te amo’’). E para arrebentar de uma vez só, a letra. A substituição dos termos quando a mulher canta é simplesmente completa, Chico sabe cantar e compor a alma feminina: ‘’Meu paletó enlaça o teu vestido/ E o meu sapato ainda pisa no teu’’ vira ‘’Teu paletó enlaça o meu vestido/ E o teu sapato ainda pisa no meu’, ‘’Não, acho que estás te fazendo de tonta’’ vira ‘’Não, acho que estás só fazendo de conta’’. O jogo de palavras existente nos elementos que desencadearam a paixão (‘’Se nós, nas travessuras das noites eternas/ Já confundimos tanto as nossas pernas’’) e que serão utilizados para desfazerem-se um do outro (‘’Diz com que pernas em devo seguir’’) retomam aquela sensação de ter que aprender a viver sem constância (parece que num primeiro momento do rompimento, até as manias irritantes fazem falta. Diria &lt;st1:personname productid="em O Pequeno Dicion￡rio" st="on"&gt;em O Pequeno Dicionário&lt;/st1:personname&gt; Amoroso, ‘’é tão ruim dormir sem aquele ronquinho dela’’). Por pertencer ao CD ‘’O Trovador’’, claro que existem elementos na construção dos versos e nas rimas (embora Chico sempre execute esses detalhes com cuidado, né). Minha versão preferida é com Telma Costa (ma-ra-vi-lho-sa) no vocal feminino e com Tom Jobim no piano. Por mais triste que seja, essa música sempre desperta em mim o desejo de viver esse inebriante sentimento chamado amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UozSedu8qTI"&gt;Víde&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UozSedu8qTI"&gt;o no youtube&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ihul, vou-me embora pra São Paulo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-3195619532824024783?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3195619532824024783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3195619532824024783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/07/damiens-kiss-por-dire-wire-caixinha-de.html' title='Caixinha de Música'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SH0orFI4lsI/AAAAAAAAEMw/7KWBNfOfhHc/s72-c/Damien%27s_Kiss.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-7298332532557451205</id><published>2008-07-10T11:56:00.001-07:00</published><updated>2009-05-25T11:36:49.461-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá com monstros'/><title type='text'>Mais chá?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHZbkTHMocI/AAAAAAAAEMU/LqDxqLoTj0Q/s1600-h/this_can_be_our_secret_land,+por+Kate+%27%27Hoppi%27%27.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHZbkTHMocI/AAAAAAAAEMU/LqDxqLoTj0Q/s320/this_can_be_our_secret_land,+por+Kate+%27%27Hoppi%27%27.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221461497146548674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;This can be our secret land&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, por Kate ''Hoppi'' (ilustradora de livros infantis de somente dezessete anos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Eu fiquei segurando a mão dele em silêncio por sabe JC quanto tempo. Queria só ficar ali. Queria me dar a chance de reconhecer o momento especial que estava se desenvolvendo - sem meia palavra, sem dramas, com cara de ‘’mais um momento entre tantos outros’’. Sabe do que estou falando, né? Desses momentos que passam casualmente e fica armazenado no hipotálamo; anos depois, quando sensibilizamos a área do cérebro onde o momento permaneceu, sentimos aquela melancolia de querer voltar ao momento e saber aprecia-lo; e muitos outros anos depois, o Alzheimer dá o ar da graça e os momentos são transformados &lt;st1:personname productid="em branco. Queria" st="on"&gt;em branco. Queria&lt;/st1:personname&gt;, então, ter a sensibilidade de extrair todo sangue e mel das ações congeladas por sentimentos e pintá-las dentro de mim, para que sejam eternas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Tem medo de esquecer as coisas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Não medo, medo não. Só quero montar uma galeria de momentos que mexem comigo, porque não quero ser aquela que esqueceu do pequeno por se cegar com o grandioso. Nem bem esquecer, também. Afinal, talvez Alzheimer seja mais forte que um pincel imaginário. Não quero ser aquela que deixou de reconhecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- E de que cor você pintou esse momento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- O fundo, de um tom de marfim. E respinguei rosa nele, sabe? Não pincelei. Segurei as cerdas do pincel para trás, e a tinta respingou na tela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Abstrato?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Abstrato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Por que abstrato?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Só vale se for abstrato. Meus sentimentos são tudo, menos concretos: a última coisa que envolveria entre meus dedos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- E o que mais importa nos momentos é como se sente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- É o que mais importa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Isso que você chama de ser escritora plástica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Sim. Sempre gostei de associar o meu estado de espírito a uma cor e uma palavra: talvez possa fazer com que ambos sejam um só. Pintei uma tela, não pintei? Disse que era nossas mãos dadas, o marfim; disse que só queria ficar ali e reconhecer o momento especial, o rosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- E como essa idéia acabou por ser assim? Um monstro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Um longo silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Não sei. Talvez seja essa coisa de reconhecer muita carga emocional em pequenos momentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Por exemplo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Ah, por exemplo... ''Meus pensamentos de linhas retorcidas, claro-escuro. Era orgulhosa cinza e infeliz azul; a pulsação inquieta do meu peito palpitando em minhas coxas; meus olhos inchados molhando meu rosto, escorrendo até o chão gélido, essa temperatura gelando meu couro cabeludo; os braços estirados a frente, as unhas compridas machucando a palma das mãos, que estavam fechadas''.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Isso é a pose?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- É a pose, mas ela não é representada. Tipo uma sombra mais ou menos assim em azul, no fundo cinza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- E foi quando que pintou esse texto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Há um tempo, nem demais, nem de menos. Foi a consciência de ter falhado. De ter perdido. Do que era rosa, ter se tornado cinza... E depois, branco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Falhado em quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Falhado num dedo vazio. Não era culpa minha, nem dele, nem de Deus (em quem nem acredito). Às vezes as coisas não dão certo. Ele deu só o passo. Eu tinha medo de assumir que o que tínhamos já estava semi-morto, com as larvas em volta esperando. Em dado momento, ficou doente. Não vi os sintomas, ou não quis ver, ou mesmo quis fazer de conta que não estavam lá. Tenho medo do que pode acontecer agora. Está rosa, e não quero que fique cinza, não quero que fique límpido. Quero reconhecer e fazer funcionar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- Tem medo de falhar nisso de novo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Um pequeno silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;- É. É importante demais, agora. Não que não fosse antes, mas é que agora eu estou diferente.  Já vi esse filme antes, espero ter aprendido como fazer com que funcione. Não quero falhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;E o monstro havia desaparecido.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-7298332532557451205?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7298332532557451205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7298332532557451205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/07/mais-ch.html' title='Mais chá?'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHZbkTHMocI/AAAAAAAAEMU/LqDxqLoTj0Q/s72-c/this_can_be_our_secret_land,+por+Kate+%27%27Hoppi%27%27.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-2106926649934300010</id><published>2008-07-05T16:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T11:36:26.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Be Happy!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHACWBzgPeI/AAAAAAAAEMM/R4cjb6UAxuY/s1600-h/Smile_to_me_anyhow_by_loganart.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHACWBzgPeI/AAAAAAAAEMM/R4cjb6UAxuY/s320/Smile_to_me_anyhow_by_loganart.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219674545587240418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Smile to me anyhow, por Jonathan Jacobsen&lt;/span&gt;&lt;small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Eu encontrei em algum perfil de Orkut (aqueles que se repetem em milhares de meninas, as mesmas frases, as mesmas letras є&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;"  lang="TH"&gt;ร&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;тя&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;"  lang="TH"&gt;ค&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;иh&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;"  lang="TH"&gt;คร&lt;/span&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;, as mesmas cores de fontes) um texto que me intrigou bastante (infelizmente, eis que não o salvei e nem tenho como procurar, porque é óbvio que não citaram o autor). Ele falava sobre como as pessoas felizes são julgadas; e que não deveriam se sentir culpados por serem felizes porque a única coisa que fazem é reconhecer que a vida é difícil, que há muitas pessoas passando dificuldades, que se eles não estão nessa condição, deveriam mais é ser feliz mesmo. E o texto é muito bem escrito, com boa argumentação e tal; mas não condiz em absoluto com o mundo capitalista em que vivemos. Para começar que as pessoas felizes são as últimas a serem julgadas pela sociedade; sim as pessoas infelizes que passam por apuros. A sociedade de consumo nos deu soluções instantâneas para o sofrimento e para sublimar o vazio que a vida exclusivamente material nos dá. É fácil de ver: quando você termina um relacionamento, não há uma alma sequer que não proponha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;‘’&lt;span lang="TH"&gt;Que é isso, larga mão, tem que ficar assim não. Vamo pruma micareta, você beija cinqüenta numa noite e vai se divertir horrores&lt;/span&gt;’’&lt;span lang="TH"&gt;. Nós não sabemos trabalhar a tristeza, nós gostamos de nos intupir das soluções mais patéticas para não ter que sentar, pensar, aprender. Uma decepção nos ensina muito: mas quando decidimos trabalhá-la dessa forma, a parte de reflexão fica na gaveta e temos a impressão de nunca saber lidar com a situação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;As pessoas substituíram o psicólogo por psiquiatra: não querem falar sobre os problemas e tentar resolvê-los, querem uma pílula que as façam voltar a serem felizes sem ter que pensar uma ou duas vezes. Por algum motivo a televisão conseguiu convencer o mundo que uma voltinha ao shopping vai fazer uma pessoa se sentir melhor (o consumismo traz felicidade, garotada?). Os amigos não sabem consolar uns aos outros diante dos tropeços, porque nós não sabemos lidar com a tristeza, não sabemos o que dizer diante da dela.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Entrou agora na moda uma estória de tomar Lexotan ou qualquer um desses outros remédios tarja preta para dormir: as pessoas gostam de colocar um pacote em cima das tristezas, nada melhor que ignorar os próprios problemas durante o dia com bebida alcoólica e drogas e depois se dopar para dormir. O mundo atual é isso: FELIIIIZ! E de uma felicidade efusiva e eufórica... Essa euforia com cara de hiperatividade, uma coisa assustadora: como se todos estivessem no auge da vida, realizando os sonhos e com os melhores amigos de infância; não é bem assim, na melhor das hipóteses. Na hipótese mais real, é totalmente o oposto disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Para não falar que aquele discursinho de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;‘’&lt;span lang="TH"&gt;reconhecer que a vida é difícil e se temos sorte temos mais é que ser felizes&lt;/span&gt;’’&lt;span lang="TH"&gt; é um puto egoísmo. Tem tanta gente miserável no mundo e você acha que fazer sua parte é sentar na sua poltrona confortável por dar valor? Não acha que ficar triste com essa realidade e se rebelar contra ela a fim de mudá-la não é uma atitude um tanto mais considerável? Tipo assim &lt;/span&gt;‘’&lt;span lang="TH"&gt;O mundo é ruim, foda-se: eu tô bem, né, tenho que ser agradecida&lt;/span&gt;’’&lt;span lang="TH"&gt;. É como se não enxergasse: olhalá, quantas pessoas felizes que não sabem ter relacionamentos verdadeiros por estarem enrustidos no instantâneo, que ignoram os apuros que o planeta vive hoje, que age no maior estilo &lt;/span&gt;‘’&lt;span lang="TH"&gt;vou ignorar minhas dificuldades para nunca ter que colocar meu cérebro para funcionar&lt;/span&gt;’’&lt;span lang="TH"&gt;. O capitalismo colocou preço na felicidade: ele o transformou num carro da moda, numa margarina gostosa. Nós achamos que a felicidade está a venda e que podemos ser felizes o tempo todo. Não podemos. Não seremos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Esses tratamentos psicológicos de tuntz tuntz no último num ambiente escuro onde as línguas se encontram sem ativar as cordas vocais já deveriam (há muito) ser tratados como um sinal de que a sociedade está doente. O número de anti-depressivos (sua solução instantânea para a dor*) é outro sinal, os calmantes são outro, a televisão é outro,o fato das pessoas não saberem consolar um amigo é outro, o número de obesos é outro, a venda exagerada de produtos Be Happy Now and Forever é outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Estamos ou não estamos doentes? Doentes de felicidades? Não me venha dizer que pessoas felizes são julgadas. As pessoas tristes, que se recusaram a ignorar o cinza e que aprendem com a vida, esses sim são olhados como alienígenas. Se tá ruim, ué, toma um porre aí que tudo melhora...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span   lang="TH" style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;*Sei que o uso dos anti-depressivos não são exclusivamente assim. É importante como um impulso para sair do fundo do poço. Só o critico quando as pessoas fazem uso dele para sufocar a tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Nossa, tomadores de chá, eis uma curiosidade: eu achava que tinha 1,59m de altura. Eis que uma médica me disse quarta-feira que tenho 1,58m, exatamente a mesma altura desde 2006! Droga, e eu achando que tinha crescido um centímetro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="TH" style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-2106926649934300010?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2106926649934300010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2106926649934300010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/07/be-happy.html' title='Be Happy!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SHACWBzgPeI/AAAAAAAAEMM/R4cjb6UAxuY/s72-c/Smile_to_me_anyhow_by_loganart.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-3766553670509510813</id><published>2008-06-20T08:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T15:28:37.496-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrita-falada'/><title type='text'>Histórias de Táta</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SGsUZ7UKXaI/AAAAAAAAEME/TUefwJyAOE0/s1600-h/Girl+with+books+in+her+heart+por+Toia+Bates.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SGsUZ7UKXaI/AAAAAAAAEME/TUefwJyAOE0/s320/Girl+with+books+in+her+heart+por+Toia+Bates.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218287028890394018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;''Girl with books in her heart'', por Toia Bates&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" align="left"&gt;De escrita-falada e tema diário...&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Coisas que me irritam&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Que me apressem&lt;/strong&gt;: olha, é verdade, já tive um terrível problema com horários e tal: mas juro, pessoas, que eu não atraso mais. Não demoro para ficar pronta para sair, não atraso nos horários de filmes e trabalhos, nada nada! Eu até dou risada com o meu namorado, porque eu é quem fico normalmente pronta antes dele e fico ligando para apressar e tal – daí que ele ganhou o apelido de Cinderelo (diz ele que é porque as pessoas com quem ele teve um relacionamento antes demoravam três horas para ficarem prontas, mas eu suspeito que na verdade ele é daqueles caras que passam cinco tipos de creme no rosto antes de sair, mas enfim). E eu, como já disse alguma vez ou outra aqui, acordo de madrugada para estudar. Faço isso (além de por ser um horário que meu cérebro trabalha melhor) porque eu gosto de tomar um café da manhã demorado, de ter a liberdade de dormir mais cinco minutinhos se sentir vontade, organizar as folhas e anotações e tudo o mais para as aulas, o esquema todo. E fiquei nesse mesmo esquema para as outras coisas (tomar um banho rápido para demorar a escolher a roupa que vou, ou então lavar e arrumar meu cabelo em algum intervalo de tempo entre os compromissos à tarde para poder fazer montes de esfoliações, essas coisas)... Só que o foda é quando eu fico compromisso atrás de compromisso (tipo quinta-feira de karma, um dia ainda escrevo sobre isso) e tenho que fazer tudo correndo; e pior ainda é se tenho que escutar alguma alma batendo na porta do meu quarto falando ''Vaaamos, Taís, você vai atrasar''. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;Então, vamos juntar as peças:&lt;/em&gt; atualmente, se atraso, é porque tive um dia cheio. Se eu tive um dia cheio, então obviamente que estou num nível de stress moderado, já que eu possivelmente estaria a fim de dormir e relaxar um pouco e não voar para fazer uma atividade como LABORATÓRIO DE FÍSICA. Então a última coisa que eu preciso é de alguém a ajudar o dia a ficar mais estressante, porque tenho que ouvir pessoas a me lembrarem que não, não tenho liberdade de dormir mais cinco minutinhos. Pior: ao fazer isso, você se candidata a ser a pessoa em quem eu vou concentrar todo stress acumulado ao longo do dia... Imagina o perigo? E se já é tarde e eu vou sair, é porque quero ter uns momentos de felicidade no dia, certo? É claro, portanto, que eu não posso colocar esses momentos como um compromisso, pô! Era só o que faltava, ter que marcar em agenda ''Ter um momento de felicidade''. Não me venham então com ''Vai logo, senão vai ficar tarde'' e não sei o quê.&lt;/p&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Conversas matinais: &lt;/strong&gt;eu acordo de mau humor. Sei lá se isso é redundante ou não, mas creio eu que deve existir uma Mary Poppins da vida real que acorda a cantar por aí. E meu contato com pessoas no período matinal (digo matinal das 6 às 7h, para esclarecer) resume-se ao meu pai. E durante todo o percurso da Coopere, ele costuma levantar diálogos das coisas mais irritantes possíveis (exemplo: ''Você deveria praticar um esporte, porque o ballet mal é uma atividade física, vocês não fazem nada para fortalecer os músculos, isso é pouco saudável'', ''Você sabia que esses carros com placas vermelhas são meio que para taxis e essas coisas? E que as pessoas pagam mais barato por um carro com placa vermelha? E que isso e isso e aquilo e aquilo sobre placa vermelha e tal'', ''Cara, ontem o jogo do São Paulo foi lindo, filha, foi lindo. Fulano e ciclano fizeram uma jogada x e y que resultou num gol que nossa, não sei o quê''). Eu normalmente chego 20 vezes mais mau humorada na escola por isso.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;Então, vamos juntar as peças&lt;/em&gt;: Bom, quando estamos nesse tipo de humor, nós queremos ficar quietos, né? É só parar para lembrar de como é ter várias pessoas te perguntando ''Aconteceu alguma coisa? Você parece irritado'' em alguma situação da sua vida: irritante, né? E agora imagina que ao invés de ser uma pergunta dessas, você tem que ouvir sobre placas de carro vermelhas por quase dez minutos, com sono, e respondendo com ''Hum, ah, legal'' e mesmo assim a pessoa insistir em prolongar esse assunto. That's it.&lt;/p&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A clássica pergunta ''Você vai sair assim?'':&lt;/strong&gt; eu não abro mão do conforto. Se tem uma coisa, por exemplo, que me incomoda, é salto alto. São pouquíssimos os saltos que não me machucam, mas mesmo ao usá-los eu fico incomodada e com medo de cair (é, gente, eu danço ballet com sapatilha de ponta e tenho dificuldade de andar de salto, agüenta?). Eu uso sim, na medida do possível e tal, mas raramente. É uma nóia que muitos têm sobre eu e salto alto que chega a ser impressionante. E eu não gosto, gente, dessa coisa de chapinha todo dia, maquiagem à tarde, calça jeans apertadinha, blusa decotada: argh, argh, argh! Dô sempre uma improvisada no meu cabelo (tipo dormir com as pontas enroladas, fazer uma meio que escova e depois passar a chapinha em mechas bem largas, mas nada tim tim por tim tim, demoro uns vinte minutos para deixá-lo pronto), mas desde que eu fiz a escova marroquina lá eu só dou uma secada com o secador que já dá para ser sucesso. À tarde eu uso protetor solar tinto (fps 60, PENSE) e é isso aí. Calça jeans eu tenho uma frescura inigualável: ela não pode me apertar (se tem uma coisa que eu acho HORRÍVEL em menina são aquelas que insistem em comprar calças menores e ficam com aqueles pneuzinhos ridículos saltando pra fora, nossa!, além de esteticamente horroroso eu fico com desconforto só de olhar) em hipótese alguma e não pode ser ruim de dobrar as pernas. Quando eu tenho que sair bonitinha, eu consigo sair confortavelmente arrumada; mas no dia-a-dia, nem fodendo que eu não abro mão do conforto completo. Loser total na escola, com moletons três vezes maiores que eu, all star, óculos, cabelo preso. E uma das maiores criaçõs humana foi a calça de ginástica: adhoooro! E é isso aí.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em&gt;Então, vamos juntar as peças&lt;/em&gt;: ah, não precisa esclarecer, né? Acho que ficou bem claro.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Outras coisas que me irritam, mas não vou escrever sobre:&lt;/p&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;li&gt;Conversas de elevador&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Professores doutrinando os alunos com opiniões e fingindo ser imparciais em uma questão&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ter que repetir várias vezes uma frase&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E algumas outras coisas. Se lembrar de mais, postarei :)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-3766553670509510813?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3766553670509510813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3766553670509510813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/06/histrias-de-tta.html' title='Histórias de Táta'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SGsUZ7UKXaI/AAAAAAAAEME/TUefwJyAOE0/s72-c/Girl+with+books+in+her+heart+por+Toia+Bates.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-6165490832345628768</id><published>2008-06-16T13:05:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T15:29:37.398-07:00</updated><title type='text'>Quanto tempo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobre essa putaria que virou o blog!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SFmQ9cRYRKI/AAAAAAAAEJg/ameWASyI77Q/s1600-h/Tune+XI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SFmQ9cRYRKI/AAAAAAAAEJg/ameWASyI77Q/s320/Tune+XI.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213357428893566114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tune XI, pelos incrível e maravilhoso fotógrafo Mehmet Turgut&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Às caridosas pessoas que insistem em se perder nas jás amareladas fotos postadas nesse blog (que, com o decorrer dos séculos desde a última atualização, possa até ter uma acentuação ultrapassada): obrigada. Fiquei feliz horrores de ver que o número de visitas manteu-se firme e forte apesar da poeira soprando e ruas abandonadas. E claro, desculpem o esculacho da pessoa que vos escreve. Perdoem-me, fiéis tomadores de chá, não foi de propósito! Meti-me nuns outros projetos, tenho escrito umas outras coisas que não são à (moda de) Chá com Monstros... Montes de textos para passar a limpo, projeto de presente de Dia dos Namorados complicado e trabalhoso, últimas provas (COLAI, IRMÃOS! COLAI QUE OS VESTIBULARES NÃO TERÃO CLEMÊNCIA DIANTE DE TUA HUMILDE ALMA DE INTERIOR PAULISTANO!), sete apresentações de dança, pooooutz! Mas não desistam de mim, vai. Se demoro, se tropeço entre advérbios e sujeitos, se me perco entre as linhas, se mudo a ordem do texto; é tudo, tudo, tudo, para que continuem a me dar chances e tentem me deixar envolver vocês. Os textos são longos, eu sei... Mas tento não fazê-los cansativos, juro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Hei de postar isso assim mesmo, queridos, mas em breve atualizarei esse post com uma crônica de gaveta, prometo! Acontece que acabei de chegar de um ensaio, tenho relatório de laboratório de Química (eca) e de Física (EEEEECA!) para fazer, tenho um compromisso estético às 23h30min e ainda tenho que cumprir meus prazos com meu senhorio! Já diria Collor, ''NÃO ME DEIXEM SÓ!''&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-6165490832345628768?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6165490832345628768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6165490832345628768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/06/quanto-tempo.html' title='Quanto tempo!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SFmQ9cRYRKI/AAAAAAAAEJg/ameWASyI77Q/s72-c/Tune+XI.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-2252667928760111874</id><published>2008-05-20T12:51:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T15:29:52.901-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Qualquer coisa sentimental além do agradável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMt4h1k8RI/AAAAAAAAEGo/BLYenba-fHM/s1600-h/Puberdade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMt4h1k8RI/AAAAAAAAEGo/BLYenba-fHM/s320/Puberdade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202552443722068242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Puberdade, de Edvard Munch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É difícil as pessoas preferirem o que não é técnico. É comum as pessoas ficarem nessa linha romântica e arrumada. É comum ouvirmos quanto a um quadro contemporâneo ou mesmo moderno algum comentário estilo ‘’Pooorra, meu irmão de três anos de idade faz igual’’; e a mesma reação acontece ao ler ''No meio do caminho tinha uma pedra'' (''Tá de brincadeira que isso aí fez o cara famoso?!'').&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Creio que todos nós temos um conceito pré-elaborado quanto à arte. Mas é claro que nós não podemos desmerecer obras alheias: não, não, óbvio que não. Pessoas que estudaram todo o desenvolvimento artístico não iam gostar de qualquer coisinha, pode apostar. Mas mesmo assim temos aquela coisinha pessoal, de olhar e não achar bom. E digo ‘’achar bom’’ e não ‘’achar bonito’’ porque, para mim, uma coisa é totalmente separada da outra quanto à linguagem artística.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMuRR1k8TI/AAAAAAAAEG4/uuKT5B8qn7o/s1600-h/Nuremberg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMuRR1k8TI/AAAAAAAAEG4/uuKT5B8qn7o/s320/Nuremberg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202552868923830578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nuremberg, de Kiefer&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu acho que os meios artísticos estão aí para representar à cabeça de um artista, as emoções, as insatisfações. E tem qualquer quê da vida que não é só aquele discurso Meg Abot e Harry Potter. Tem qualquer cor dentro de nossa essência que não é as do Leonardo da Vinci. Tem qualquer mistura de cérebro e ações, de coração na garganta, de estômago de borboletas; tem qualquer dessas metáforas que a gente pinta de forma tão confusa e pouco lógica porque elas não podem ser exemplificadas como concretas. Não tem perspectiva, métrica, esfumasso, vocabulário inacessível, claro-escuro, seqüências lógicas: os parnarianistas e renascentistas da vida real que me perdoem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMt_B1k8SI/AAAAAAAAEGw/SqDQbLP3Di8/s1600-h/O+Sono.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMt_B1k8SI/AAAAAAAAEGw/SqDQbLP3Di8/s320/O+Sono.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202552555391217954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Sono, de Salvador Dalí&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não acho que um poema, para ser bom, tenha que ser um soneto; não acho que um quadro, para ser bom, tenha que imitar a realidade. Olavo Bilac e Camões mandaram muito; Michelangelo e Diego Velázquez também arrasaram geral. Só que eu me simpatizo demais com aquela intensidade angustiante, profunda, embaralhada; aquela coisa Jackson Pollock, Fernando Pessoa, Kiefer, Raduan Nassar, Munch, Clarice Lispector. E não a bela Clarice, não os recortes de trechos bonitinhos, não aqueles textos agradáveis com letrinhas estranhas e coloridas nas páginas do Orkut, aqueles que nós (mulheres) nos reconhecemos e pensamos ‘’Nossa, que legal’’. Eu gosto da Clarice desfigurada e repulsiva, da Clarice em Água-Viva, da Clarice que faz a protagonista engolir a massa branca da barata &lt;st1:personname productid="em Paix￣o Segundo G.H." st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Paix￣o Segundo" st="on"&gt;em Paixão Segundo&lt;/st1:personname&gt;  G.H.&lt;/st1:personname&gt; Gosto da tinta transbordando em action painting, do amarelo de Van Gogh, do inconsciente do Surrealismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMuhh1k8UI/AAAAAAAAEHA/1PXwisuBKQw/s1600-h/Guardi%C3%B5es+do+Segredo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMuhh1k8UI/AAAAAAAAEHA/1PXwisuBKQw/s320/Guardi%C3%B5es+do+Segredo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202553148096704834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Guardiões do Segredo - Jackson Pollock&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Matisse, na primeira metade do século XX (quando começa aquele monte de movimentos artísticos, Fauvismo (ao qual ele pertecente), Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo, ismo e ismo aos montes), ouviu de uma senhora, à respeito do seu quadro ‘’Retrato com Linha Verde’’:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Mas você já viu uma pessoa assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ele, em resposta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Minha senhora, isso não é pessoa. Isso é arte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele, ainda, em outra exposição:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Quando pinto um verde, não significa relva, e um azul não quer dizer o céu...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMtxB1k8QI/AAAAAAAAEGg/c2dZWjVp9V4/s1600-h/Retrato+em+Linha+Verde.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMtxB1k8QI/AAAAAAAAEGg/c2dZWjVp9V4/s320/Retrato+em+Linha+Verde.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202552314873049346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Retrato em Linha Verde, de Matisse&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E se uso um ponto de fuga fora do papel, e se eu tropeço entre adjetivos e sujeitos, e se eu lhe pinto inteiro de cinza, e se eu não faço rimas... Não é que eu esteja só rabiscando uma tela, não é que eu esteja só desenhando símbolos. É só que eu quero transportar isso tudo aqui dentro. E nada aqui dentro fará sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;''Nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam um punhado de terra colorida e com ela modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém dar o nome de arte a todas essas atividades, desde que se conserve em mente que tal palavra pode significar coisas muito diversas, em tempos e lugares diferente...''&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E. H. Gombrich&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota Mental&lt;/span&gt;: gente, eu sou a maior artista plástica frustrada. Sempre estudei horrores Artes, e sempre rodei na hora de executar um trabalho. Sei lá, não levo jeito MESMO.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-2252667928760111874?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2252667928760111874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2252667928760111874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/05/qualquer-coisa-sentimental-alm-do.html' title='Qualquer coisa sentimental além do agradável'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SDMt4h1k8RI/AAAAAAAAEGo/BLYenba-fHM/s72-c/Puberdade.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-4389733576847522842</id><published>2008-05-07T10:30:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T15:30:07.040-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Terapia da Mandioca</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SCHnpGjOuEI/AAAAAAAAEGM/c_9OsCWUl00/s1600-h/02-05-08_0057.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SCHnpGjOuEI/AAAAAAAAEGM/c_9OsCWUl00/s320/02-05-08_0057.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197690138281293890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não a mandioca. Não o aipim do Sul. Não a macaxeira do Nordeste. Não o alimento indígena da América Latina (a raiz de minhas raízes!). Não a fiel lembrança de tradições de arrancar o tubérculo do solo envolvente sem deixar escapar um suspiro sequer. Não o folclore da Mani dentro da oca. Não o cauim, a tapioca, o tacacá: essas palavras com jeito de Brasil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No prato do churrasco aos domingos, para nos lembrar que - ainda que usemos calça jeans no verão – a cultura indígena está relacionada à nossa história enquanto brasileiros. Na fazenda dos avós, onde vive a tal tradição de puxar a raiz sem fazer nenhum tipo de som. Não podem fechar a mandioca dentro de paredes plásticas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não quero colocar em pauta o paladar. Minhas papilas gustativas provaram: e é bom. Se o capitalismo decide envolver suas paredes cinzentas em alguma coisa, ele o fará bem: é por isso que ignoramos a sorveteria da esquina e gostamos do sorvete do Mc Donald’s. Mas isso (a mandioca, céus!) é uma questão de princípios. Eu vejo naquele prato um boa noite de telejornal (não o beijo na testa nos filhos enrolados no cobertor), um cartão de ‘’Feliz Aniversário!’’ de algum banco (não a festa surpresa com balões)!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O crime cometido não foi mera e simplesmente transformar a mandioca num produto vendido em saco e servido como batata-frita. É como se colocassem código de barras no futebol; não aquele da televisão, aquele que nós (seres humanos comuns e não-profissionais) jogamos ou pelo menos sabemos que alguém na mesma condição mortal joga. É como colocar a Iracema &lt;st1:personname productid="em promoção. Privatizar" st="on"&gt;em  promoção. Privatizar&lt;/st1:personname&gt; as músicas de Almir Sater cantadas em grupo de amigos. Enlatar o nacionalismo!  Talvez para você ela continue na condição de alimento. Mas eu me manterei inconformada enquanto a mandioca aos meus olhos for mais!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;u style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nota&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;: quando me contaram da nova mandioca, eu achei que ela era enlatada! Meu namorado e minha irmã fizeram comentários até, das latas de tinta (afinal, mandioca não é lá um alimento pequeno) que usariam para elas... Mas não achei lá uma colocação tão impossível! Quer dizer, poderia ser mini-mandioca enlatada, tipo as mini-salsichas. Mas enfim, admito minha estupidez...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-4389733576847522842?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4389733576847522842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4389733576847522842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/05/terapia-da-mandioca.html' title='Terapia da Mandioca'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SCHnpGjOuEI/AAAAAAAAEGM/c_9OsCWUl00/s72-c/02-05-08_0057.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-9083632477195271489</id><published>2008-04-28T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T15:30:30.912-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Pseudo-intelectual?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SBYQukBKuwI/AAAAAAAAEFM/wjlkyx9z3m8/s1600-h/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2810%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SBYQukBKuwI/AAAAAAAAEFM/wjlkyx9z3m8/s320/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2810%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194357612347046658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt;Normalmente, não postaria isso aqui. Tem que ser mais espontâneo, mais vivo, mais sensível. As coisas com o toque de Chá com Monstros tentam ser assim, pelo menos. Só que acho que no final das contas, isso aqui acabou ficando legal, então lá vamos nozes...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Layout novo! Mas já fiquei meio que com saudades do antigo, hahahahaha :)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E agora, Táta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na verdade, qualquer impulso meu só pode ser compreendido por mim depois de feito; no momento em que é realizado, ele me é tão estranho que eu fico meio sem rumo, sem saber exatamente o que eu penso. E se a nossa mente nos é paradoxal, putz, a compreensão de fora disso chega a ser cruel. Nunca gostei, talvez justamente por isso, de explicar as coisas. Gosto de pensar que algumas coisas simplesmente acontecem, e não é necessariamente por motivo x e antecedente y. Isso é pensar no mundo com causa e conseqüência, e infelizmente não é válido quando eu o coloco dentro da nossa realidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parece-me que a vida não tem essa estrutura linear: e de certa forma pensar que tudo acontece por um motivo nos limita tremendamente. E é muito de direita assumir que as coisas possuem uma estrutura racional: existe o instintivo, o talento, essas coisas que escorrem entre os dedos quando queremos colocar tudo dentro de um parâmetro. Afinal, como que o existencialismo me explica que Cartola, semi-analfabeto, escreveu O Mundo é um Moinho? Ou então que uma mãe, no auge do seu corujismo e amor materno, por impulso, joga o próprio filho a frente do corpo para defender-se em um acidente de carro? O instinto é animal, não é racional. E o talento é uma coisa que parece mera e simplesmente brotar da pessoa: ela nasceu para isso, a condição social e a falta de conhecimento não impediram Cartola de ser o grande artista que foi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo isso me veio à tona quando li um artigo sobre Marleu-Ponty e a Fenomenologia&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*:&lt;/span&gt; e confesso isso tremendamente envergonhada. As coisas que realmente importam não podem ser intelectualizadas: o beijo de língua tem que ser gostoso por ser beijo de língua, e não por estimular o sistema nervoso ou o que seja; mas infelizmente acontece que muitas vezes o meu processo se dá em intelectualizar e depois assumir como grandioso através da desintelectualização (porra, inventei uma palavra bonita agora, não?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(enfim, a idéia de Marleu-Ponty é aquela coisa sobre o mundo lá fora ser objetivo, e nós sermos subjetivos, e para tentarmos enxergar o objetivo é necessário o colocar dentro da nossa cabeça e aí, automaticamente, torna-se subjetivo (já me sinto terrivelmente cansativa, do tanto que toco nesse &lt;a href="http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/um-pouco-sobre-irrealidade.html"&gt;assunto&lt;/a&gt; e toco &lt;a href="http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/recortes.html"&gt;novamente&lt;/a&gt;&lt;a href="http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/recortes.html"&gt;&lt;/a&gt;), o que está estritamente vinculado com essa coisa de não dar justificativas para o mundo). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por mais que seja agonizante não admitir um funcionamento linear para as coisas, existe uma delícia oculta nela. &lt;i&gt;‘’Tudo se passa como se estivéssemos cegos, acostumados ao mundo que nos circunda, enquanto a verdadeira vida está ausente’’&lt;/i&gt;, Cristiano diz nesse artigo. É justamente aquele tipo de pensamento que nos dá um sentimento horrível (tipo ‘’Da onde vem o mundo?’’, ou qualquer um desses sem respostas). Mas ao mesmo tempo nos desvencilhamos das cobranças e passamos a, até certa altura, não levar nada a sério. O que resta são muitas possibilidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Possibilidades no sentido de interpretações, de pontos-de-vista. Acho que quem desenvolve esse pensamento não procura conforto em teorias, sejam elas científicas ou religiosas: passa a viver em ‘’piloto automático’’, gostando das coisas e vivendo-as. E quando passamos um filtro nessas coisas, o que resta é o que nosso cérebro está a interpretar. E se é nosso cérebro é quem vai interpretar, então ele pode ser maravilhoso. Aí que eu acho que essa minha linha de raciocínio perde esse toque merleau-pontyana e passa a ser cronista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O mundo está diante da nossa retina com nossas emoções. Qualquer indagação, desconforto ou que seja não deixa de ser responsável por nós. Em minha interpretação, a mulher viciada mata o protagonista interpretado por Selton Mello &lt;st1:personname productid="em O Cheiro" st="on"&gt;em O Cheiro&lt;/st1:personname&gt; do Ralo justamente por ele ter colocado-a como autora dos seus próprios atos, na cena em que ele diz ‘’Não, você fez aquilo porque quis’’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As pessoas acreditam que quem assume o mundo como ruim é realista. Se uma menina diz ‘’As coisas com meu namorado estão meio assim, mas acho que vão melhorar’’, nós a consideramos como ingênua. Se ela dissesse ‘’Fodeu de vez, nós vamos largar’’, nós pensamos que ela assume o mundo do jeito que ele é, é realista. Mas o mundo é justamente da forma com a qual nós enxergamos: se a vida para nós é boa, o mundo parece bom; se é ruim, o mundo parece ruim. Uma pessoa que acha que todo casamento é uma fachada obviamente não teve um casamento feliz. Quando Fernando Pessoa, em Tabacaria, diz ‘&lt;i&gt;’ E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto’’&lt;/i&gt; eu interpreto como se ele dissesse justamente sobre isso: ei, essa coisa de sofrer com raciocínio cartesiano/kantiano é para os mal-comidos que enxergam a realidade sofrendo, os bem-resolvidos estão lá vivendo e assumindo que existem coisas boas: linha de pensamento que Selton Mello despeja na garota com um tapa na cena descrita anteriormente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O não-viver (no sentido de enxergar o mundo sem causa e conseqüência) permite-me mera e simplesmente... Viver. Permite-me ver tudo com o meu toque, como minha chance. Talvez o mundo não me dê uma luz que me permite enxergar e entender tudo, mas ele me deixa usar lanternas e ver do meu jeito, descobrir o que procuro. E eu tenho o poder de colocar um papel celofane vermelho na frente da minha lanterna e ter uma visão avermelhada em algumas ocasiões que deveriam ser cinza. Eu posso achar graça no cotidiano, eu posso amar o português brasileiro, eu posso dançar e rir e chorar e pular de ponta &lt;st1:personname productid="em tudo. Eu" st="on"&gt;em tudo. Eu&lt;/st1:personname&gt; posso escrever, eu posso ler, eu tenho um arco-íris, eu tenho poesia, eu escuto música, eu como chocolates, eu quebro a cara, eu fico horrorizada, eu fico fragilizada! As pessoas podem só ver um cão na rua, mas Cecília Meireles o eterniza na maravilhosa crônica &lt;a href="http://br.geocities.com/anton_tijolinho/contos/apenas/"&gt;‘’Um Cão, Apenas’’&lt;/a&gt; .E a visão cronista está em nossas mãos, não é um talento para poucos. Mais uma vez Tabacaria, ‘’&lt;i&gt;E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses/ (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);&lt;/i&gt;’’. Não é preciso desenvolver Marleu-Ponty para descobrir isso. O negócio é viver, é escrever sobre coisas banais, gostar delas. Ver o mundo não como um capitalismo ou uma obra divina: o mundo é o mundo. A existência é a existência. Estamos aqui, e se nem tanta gente inteligente consegue explicar o porquê, nada é mais sensato do que fazermos nossa parte como figurantes nesse contexto sublime. E tirar dele tudo que nos for possível: tanto os intensos sentimentos horríveis de sofrer quanto os aliviantes sentimentos bons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“No mais, tudo é menor. O socialismo, a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga (...) O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Antonio Maria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;* Revista Cult (dá uma olhada no nome da revista, mereço), edição 123. Tópicos por Marilena Chauí (maravilhosa de Convite a Filosofia), Débora Cristina Morato Pinto, Eran Dorfman e Cristiano Perius (que fala da Fenomenologia).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt;Nota mental&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;: texto com muitos dois pontos. Procurar finalizar as frases, e não explicá-las tanto.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-9083632477195271489?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/9083632477195271489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/9083632477195271489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/04/pseudo-intelectual.html' title='Pseudo-intelectual?'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SBYQukBKuwI/AAAAAAAAEFM/wjlkyx9z3m8/s72-c/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2810%29.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-210982101167138224</id><published>2008-04-22T10:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T10:42:23.755-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Tango</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SA4h6EBKutI/AAAAAAAAEEs/DmSweTPOnhg/s1600-h/Al+Pacino.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SA4h6EBKutI/AAAAAAAAEEs/DmSweTPOnhg/s320/Al+Pacino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192124701799529170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O amor segundo a ótica feminina está em ‘’Perfume de Mulher’’, na cena do tango com a belíssima Gabrielle Anwar. Existem muitos tabus para as mulheres, especialmente quanto à sexualidade. O modelo católico feminino é, afinal, a Virgem Maria. Mulheres direitas são puras, casam-se virgens, não se masturbam, não são vulgares, são frágeis, não bebem, não beijam um monte, não gritam, não falam palavrão. Somos constantemente reprimidas pela família, pelos amigos, pela sociedade de uma forma geral. Mas (pasmem!), somos humanas também. Queremos tomar um porre, mandar todo mundo se foder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os homens nascem com essa liberdade. O pai leva pra zona, dá cerveja. Se ele tora um monte, é garanhão. Eles podem alugar pornôs. Eles mandam aquele juiz desgraçado filho-da-puta ir se foder com o cacete da biscate da mãe dele, porra!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A mulher estava sentada, sendo a mulher boa que ela deveria ser. Ela hesita com a chegada de Al Pacino, está à espera do noivo... Não achariam errada vê-la com aqueles estranhos? Mas os homens, ah, eles conhecem a liberdade. Os que a exploram a fundo, conhecem as mulheres. Sabem leva-las para a pista de dança da repreensão e as fazem dançar tango com o modelo da sociedade. A moça recatada está toda descabelada, está livre. Depois daquele momento crucial em que ela provou o veneno doce de ser espontânea*, o casamento com aquele babaca conservador da moral não deve ter durado nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não é que todas as mulheres gostam de canalhas, cafajestes. Elas gostam da sedução que eles trazem, o gostinho de fazer algo moralmente errado. É o tal doce veneno de ser espontânea, de se assumir como humana. Mas os homens, ah, eles conhecem a liberdades. Eles precisam distorcer muitas outras na busca de qualquer sensação nova. Elas sentem que precisam deles para se rebelar. Depois de um desses - que balança as estruturas e lhes apresentam um universo de possibilidades – um pangaré tímido, sensível, respeitoso, educado e politicamente correto parece insuficiente. Simultaneamente, elas percebem que os cafajestes não as levam a nada (algumas, nesse ponto, insistem na idéia eternamente).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu só preciso continuar a ingerir minha dose diária de novos ares, e para isso confio que você não irá embora. Estamos combinados?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;* Nossa, agora que eu fui ver que esse ''veneno doce de ser espontânea'' é muito ''O Doce Veneno do Escorpião'', hahahahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota mental: finalmente um texto curtinho, hein!&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dBHhSVJ_S6A"&gt;A tal da cena, aos interessados :)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-210982101167138224?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/210982101167138224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/210982101167138224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/04/tango.html' title='Tango'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SA4h6EBKutI/AAAAAAAAEEs/DmSweTPOnhg/s72-c/Al+Pacino.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-705683905680899629</id><published>2008-04-13T15:24:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T15:42:56.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrita-falada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Sonolência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKMSGVJWjI/AAAAAAAAEEc/8xV8-wrssTM/s1600-h/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2814%29aaA.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKMSGVJWjI/AAAAAAAAEEc/8xV8-wrssTM/s320/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2814%29aaA.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188863963249072690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Persianas abertas, o sol escapava em filetes de luz nas portas do guarda-roupa em meu quarto. Essa foi a primeira imagem do dia, e a ela sempre associarei o lusco-fusco mental do despertar. Tudo meio surrealistas, o cérebro saindo de um estado de calma profunda. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se era cinco horas da tarde ou nove horas da manhã – era meio-dia – eu não saberia dizer.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esperando meu cérebro fazer o serviço dele... Sentia flashes de felicidade. Senti pontadas de angústia. Senti um nó na garganta, senti que apesar de tudo as coisas iam dar certo, senti que precisava estudar e me concentrar mais, senti um vazio tremendo, senti tanta coisa que me dava vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo. Ressaca poética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E gostar de mim te faz sentir o quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Muitas coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Medo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Angústia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não era ao acaso esse sono por cima de sono, dividido &lt;st1:personname productid="em camadas. Esse" st="on"&gt;em camadas. Esse&lt;/st1:personname&gt; era um despertar de um sono momentâneo para o próximo que chegará, dentro de um que ainda não acabara. E alguns: a parte doce, o enterrar os pés dentro de cobertas, o assistir ao nascer do sol, a cor amarela, as palavras despencando. E outros: a parte amarga, o bater a porta, o tomar banho gelado, a cor azul, as palavras entaladas. Não ia despertar, não fecharia os olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Porre de lirismo danado. Quarenta e oito horas antes, tive fortes impactos no emocional e eu dediquei as vinte e quatro horas anteriores em levar meus sentimentos à tona. Lembrava do roçar de dedos, o ‘’&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;traz o demônio no corpo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;’’*, o Dave Matthews já rouco, as sombras na fotografia, as ‘’ pobres flores gonocócicas’’** ... Aquele brain-storm doloroso, a montanha-russa emocional! Lia qualquer louco que falasse de amor e da dor... Logo estava eu, os poetas, a garrafa de bebida alcoólica de livros, os cigarros de canetas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt;E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&lt;br /&gt;Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.&lt;br /&gt;Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;br /&gt;Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.&lt;br /&gt;Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,&lt;br /&gt;Ainda que não more nela;&lt;br /&gt;Serei sempre &lt;u&gt;o que não nasceu para isso&lt;/u&gt;;&lt;br /&gt;Serei sempre só &lt;u&gt;o que tinha qualidades&lt;/u&gt;;&lt;br /&gt;Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,&lt;br /&gt;E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,&lt;br /&gt;E ouviu a voz de Deus num poço tapado.’’***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando eu paro pra pensar no que eu quero da minha vida, dá vontade de me contorcer e dormir dentro de uma mala: só para que as dores físicas falassem mais alto que as emocionais. Existe uma relação íntima entre ser escritor – ou mesmo professor, artista, músico, bailarino, essas profissões que ficam bonitas quando pintadas num quadro mas tristes quando projetadas na realidade – e levar uma vida fodida. Viver de uma coisa abstrata e sonhada como essa implica sérios danos com a realidade. Para não falar que só de ter que colocar uma intensidade na forma de aplicação da profissão, já implica viver essa intensidade... E nada mais intenso que o sofrimento. Uma pessoa alegre ficar triste é fácil, uma pessoa triste ficar alegre é difícil. Uma coisa consome e queima e engole muito mais que a outra. Simples assim. E falhar nesse meu sonho é previsível. Tanta gente que quer a mesma coisa, tanta gente que escreve bem, tanta gente com muito mais idéias do que eu. Eu tenho dificuldade com gramática, com expressão, com desenvolvimento de linha de raciocínio, na tenho lá grandes idéias... Eu sou o da mansarda. A diferença entre mim e Pessoa, é que seu talento foi reconhecido (ainda que já estivesse morto). E essa vida agonizante que ele levou que talvez faça dos seus versos tão bons. O mesmo para Van Gogh, todas essas pessoas que se foderam para se expressar... Existem outros milhares de gênios que morrem com suas idéias revolucionárias...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKB2VJWgI/AAAAAAAAEEE/TzVB0-ruyqo/s1600-h/Trigal+com+corvos+Van+Gogh.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKB2VJWgI/AAAAAAAAEEE/TzVB0-ruyqo/s320/Trigal+com+corvos+Van+Gogh.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188861485052942850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center;"&gt;Trigal com corvos (1890), Van Gogh&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’ Quando se pensa nisso, quase todo comportamento e atividade humana são, essencialmente, nada diferentes do comportamento animal. As mais avançadas tecnologias e artefatos levam-nos, no máximo ao nível do super-chipanzé.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A verdade, o hiato entre Platão ou Nietzsche e o humano mediano é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;maior do que o que há entre o chimpanzé e o humano mediano. O reino do verdadeiro espírito, o artista verdadeiro, o santo, o filósofo, é raramente alcançado. Por que tão poucos? Por que a História e a evolução não são histórias de progresso, mas uma interminável e fútil adição de zeros? Nenhum valor maior se desenvolveu. Ora, os gregos, há 3.000 anos, eram tão avançados quanto somos hoje. Quais são as barreiras que impedem as pessoas de alcançarem, minimamente, o seu verdadeiro potencial? A resposta a isso pode ser encontrada em outra pergunta, que é... Qual é a característica humana mais universal: O medo ou a preguiça?’’****&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O processo que faz com que o mundo funcione e não saber o que é me dá fagulhas de um sentimento terrível. De se sentir pequena, de não compreender, de questionar ações, de querer fazer muito e mudar tudo e estar presa ao cotidiano. E me lembro de ficar me perguntando sobre como faria para ver se existe algo tangível para me aliviar, se talvez conseguisse me desconectar do cérebro que nos obriga a não viver, eu fosse capaz de entender (nisso eu ficava com muito medo de arrancar meus olhos para aprender a enxergar de verdade numa crise ou o que seja). Ficava com medo da loucura, sentia que se continuasse absorvendo tanto vazio chegaria nesse ponto. Mas loucura, o que é loucura? O que é normal? O que é lógico? O que é metafísica? O que é ciência? Tangível? Concreto? Real? Surreal? Mentira? Verdade? Tempo? Espaço? Causa? Efeito? Objetivo? Subjetivo? Bem? Mal? Moral? Qualidade? Mais? Menos? Vontade? Liberdade? Arte? Religião? Globalização? Sociedade? Inútil? Útil? Análise? Reflexão? Crítica? Cotidiano? Inusitado? Por quê? O que vou prestar no vestibular?! Por que querem que eu aprenda isso ou aquilo? Por que as pessoas rezam? Por que eu, sem acreditar em Deus, queria muito rezar nesses momentos? Por que o ser humano sempre viveu sendo engolido por mitos? A ciência é um mito! A religião é um mito! Não há nada de real, mas eu estava ali, respirando! Pra que, porra? Por que as coisas aconteciam? Por que tão poucos param para pensar sobre isso? Por que tão poucos levam a humanidade para frente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKQGVJWiI/AAAAAAAAEEU/eVOE3M7T_XE/s1600-h/saudade_Almeida_Jr%5B1899%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKQGVJWiI/AAAAAAAAEEU/eVOE3M7T_XE/s320/saudade_Almeida_Jr%5B1899%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188861729866078754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Saudades (1899), de Almeida Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parar para enxergar o mundo sem causa e conseqüência, como realmente uma oportunidade, ajuda a entender sobre prioridades. E a levar a sério só as coisas que sentimos. Todas as verdades absolutas não são absolutas, na medida em que nada dura para sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É impossível uma pessoa passar uma existência inteira estando bem. O mundo todo é triste, triste demais. As coisas que são coisas parecem flácidas, e as coisas que são abstratas são voláteis. E ela parece estar sempre passando feito um carrossel, e não há nada que podemos fazer quanto a ela. Mas não há motivo para não se jogar de cabeça contra ela. Não há motivo para desacreditar na vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?&lt;br /&gt;Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.’’*****&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E às vezes, quando o salto parece alto demais... Ou que a vida vai ruim demais... Ou que o não saber é dolorido demais... E aí que descobrimos que a felicidade é pequena. Ela cabe em ações menores ainda. Mas tudo se dá em função dela. E as descobertas (as mais grandiosas) são pequenas também. Se enquanto Fernando Pessoa sofria com a intelectualidade no decorrer de Tabacaria, seu desfecho de ver o mundo com a não-metafísica é que o torna genial. A inteligência real está em só respirar, não inspirar oxigênio e expirar gás carbônico. Talvez toda a minha vida poderia se resumir no momento em que deito minha cabeça no seu peito e descubro - com aquele pasmo de quem se vê num contexto maior – que sou feliz. E que qualquer indagação maior é menor. A dona de casa que estende os lençóis brancos no varal - com a simplicidade e cumplicidade que se encerra no ato, tão automático e cotidiano - entende mais da vida que aquele que passou a vida toda pensando, aprendendo, lendo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKIGVJWhI/AAAAAAAAEEM/Jwcst6EaWTM/s1600-h/Estendendo+Roupa+-+Eliseu+Visconti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKKIGVJWhI/AAAAAAAAEEM/Jwcst6EaWTM/s320/Estendendo+Roupa+-+Eliseu+Visconti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188861592427125266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center;"&gt;Estendendo Roupa, Eliseu Visconti&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’ Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.’’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; ******&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É só isso o que preciso... De pequenas epifanias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De qualquer coisa para me agarrar nas horas do vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E, mais do que nunca, quero ser mais sensível que inteligente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Persianas abertas, o sol escapava em filetes de luz nas portas do guarda-roupa em meu quarto. Essa foi a primeira imagem do dia, e a ela sempre associarei o lusco-fusco mental do despertar. Tudo meio surrealistas, o cérebro saindo de um estado de calma profunda. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se era cinco horas da tarde ou nove horas da manhã – era meio-dia – eu não saberia dizer.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esperando meu cérebro fazer o serviço dele... Sentia flashes de felicidade: a parte doce do sono. Senti pontadas de angústia: a parte amarga do outro sono. Senti um nó na garganta (o processo com que o mundo funciona, as indaçaões retóricas), senti que apesar de tudo as coisas iam dar certo (a felicidade simples), senti que precisava estudar e me concentrar mais (para o viver de coisas abstratas), senti um vazio tremendo (para os sérios danos com a realidade), senti tanta coisa que me dava vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo. Sorrir pelos sentimentos ruins que são intensos. Chorar por me dar conta que tudo vale a pena. Ressaca poética. Outra embriaguez lírica por cima da que mal terminara... Não era ao acaso esse sono por cima de sono, dividido &lt;st1:personname productid="em camadas. Esse" st="on"&gt;em camadas.  Esse&lt;/st1:personname&gt; era um despertar de um sono momentâneo para o próximo que chegará, dentro de um que ainda não acabara. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;* Lavoura Arcaica – Raduan Nassar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;** Balada do Mangue – Vinícius de Moraes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;*** Tabacaria – Álvaro de Campos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;**** Cena de Waking Life&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;***** O Salto – Antonio Prata&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;****** Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quis colocar alguns pedaços de obras que adoro :)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-705683905680899629?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/705683905680899629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/705683905680899629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/04/sonolncia.html' title='Sonolência'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/SAKMSGVJWjI/AAAAAAAAEEc/8xV8-wrssTM/s72-c/Who%27s+afraid+of+Natalie+A.+%2814%29aaA.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-6437808063525917550</id><published>2008-04-05T14:48:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T11:07:39.238-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Sobre a esperança!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_f1Tqm-WZI/AAAAAAAAEB4/CjtMP-JudBU/s1600-h/Atrip_to_the_night_by_Shiibo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_f1Tqm-WZI/AAAAAAAAEB4/CjtMP-JudBU/s320/Atrip_to_the_night_by_Shiibo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185883214144493970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Trip to the Night, pela fofa Shibo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Gostar do inglês, japonês – enfim, desses idiomas estrangeiros que estão na moda, de forma geral – é projetar a felicidade para fora. É assistir pela televisão o universo Mickey Mouse e querer fazer parte daquilo; afinal, é de fora, de fora é mais bonito. É colocar esses elementos que não nos pertencem no campo dos ideais. É usar sobretudo negro com coturnos pesado numa noite de 36ºC.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Gostar do português brasileiro é gostar do cotidiano. É contribuir para que o termo ‘’país em desenvolvimento’’ (que até pouco tempo era subdesenvolvido) pareça válido a pesar dos pesares. É acreditar que as coisas boas estão aqui, não lá na torre Eiffel. É ser um tanto cronista e flagrar a grandiosidade no usual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu sei que insisto demais nesse tema de aprender a amar as coisas que nos cercam. A vida é difícil, o Brasil é estufado de corrupção, o português é complicado, as pessoas vomitam, os animais morrem para nos vestir, existem traições, partidas, violência, mas a esperança existe. E ela está aí. Ela é um sentimentozinho que pode ser plantado. Que pode ser projetado. Que caminha ao lado do amor. Aquela coisinha que nasce na gente quando pegamos um livro com páginas amareladas, ou mesmo um com aquele cheiro de livro novo. O arco-íris anunciado a beleza do mundo após horas de tempestade, flagrado pela janela do quarto. Segurar sapatilhas antigas, lembrar das danças, aulas e desastres que elas presenciaram. Ah, receber telefonemas nas madrugadas, tomar banho de banheira (longo, com espuma, quente, sem interrupções, numa tarde melancolicamente fria), tomar água gelada depois de andar no sol quente, ser jogada na piscina por amigos, deitar num tapete com almofadas. O paladar dançando com o churros da Exposição (que é O churros da exposição), ou com o lanche da escola (que é O lanche da escola), ou com comida de vó (que é incomparável, convenhamos). Os segredos das marquinhas (de arranhões, mordidas, que seja), das páginas ocultas dos diários, dos apelidinhos ‘’simpáticos’’ que damos secretamente a alguém. Reler cartas antigas, ver o passado em fotografias envelhecidas, lembrar de um fato engraçado ao passar em frente de uma construção. Os sentimentos a flor da pele num abraço apertado de saudades, nas risadas escandalosas, no choro de desabafo. Isso é tão cotidiano, isso está tão ao nosso lado, e isso é tão bom.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O nosso português é isso, é essa felicidade morna, real, feito para nos lembrar de que a vida que levamos pode ser boa. Crases, regências, essas coisas ruins que atrapalham nossa vida; discursos indireto-livres, pontos finais, essa esperança disfarçada. Acredite no amor, ame a língua que falamos. Faça da árvore florida nosso Big Bang, da chuva a nossa neve. Vamos lá, dê beijos de língua! Abra o coração! É tudo tão intenso e belo! Se não acredita, porra, duvido que já tenha comido uma maçã-do-amor....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_f0Lqm-WYI/AAAAAAAAEBw/RVu-qzwkT5Y/s1600-h/tea13.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_f0Lqm-WYI/AAAAAAAAEBw/RVu-qzwkT5Y/s200/tea13.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185881977193912706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-6437808063525917550?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6437808063525917550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/6437808063525917550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/04/sobre-esperana.html' title='Sobre a esperança!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_f1Tqm-WZI/AAAAAAAAEB4/CjtMP-JudBU/s72-c/Atrip_to_the_night_by_Shiibo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1006947412751977897</id><published>2008-04-01T10:38:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T11:00:43.818-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Adios, Manão!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_JzV6m-WMI/AAAAAAAAD-c/q7DgStjmEbY/s1600-h/Velhas+%287%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_JzV6m-WMI/AAAAAAAAD-c/q7DgStjmEbY/s320/Velhas+%287%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184332941404035266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há onze anos que às 7:10 ele está lá. Do jeito dele, falando as besteiras de sempre, cornetando tudo e todos. Não vou romantizá-lo porque é justamente essa nossa filhadaputagem que nos fez irmãos. Ele me OUVE (não só escuta superficialmente), e para ele eu sempre abro um pouquinho do meu coração. Eu sou o tipo de pessoa que fala muito e não expressa nada; com ele, muito pelo contrário. Guardo meus segredos a sete chaves, mas ele tem elas todas. Existem coisas da minha vida que ele sabe e ninguém mais, ou que ele pelo menos já sabia antes da bomba cair. Dar minhas dicas pornográficas e vê-lo ficar vermelho e falar ‘’AÍ QUE É BOM, NÉ, MANÃO!’’, vê-lo balançar a cabeça num tom de desaprovação e falar ‘’Ai, mas me racha a cara de vergonha’’, ele virar e falar ‘’Vai se foder, sua vaca’’... Nós temos uma comunicação informal e maleável, aquela coisa NOSSA!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Aoooa, manão! Torou ontem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Nooossa, super pontuei horrores!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Seu tilango de sempre, é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ô, tilango oficial, hahahahaaha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Aaaah, sapatooona!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E você deve ter feito merda, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Falei besteira sim sim sim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Beleza, aula da Rosana vou aí pro fundo com você!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_JzfKm-WNI/AAAAAAAAD-k/lktjRlkgT_A/s1600-h/imagem11.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_JzfKm-WNI/AAAAAAAAD-k/lktjRlkgT_A/s320/imagem11.JPG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184333100317825234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os professores já devem ter notado essa conexão mental que temos. É mágico, é incrível: às vezes cometemos exatamente os mesmo erros nas provas, acredita? Às vezes nossos resultados do simulados possuem certa semelhança também! É a energia cósmica no ar, os anos de aprendizado (e sentarmos um do lado do outro não tem nada a ver com isso). Cornetar que é bom então, nossa, coisa de especialista. ‘’Poblema seus’’, ‘’Você não me afronte!’’, ‘’Pára de mentir pra Marines, Monique!’’, ‘’Bããão ,hein, Noemi abundância!’’... E a troca de olhares nos ‘’Então eu vou colocar a lente pra mim ver se vai ter menos perca de energia’’ da vida, acompanhados daquele sorrisinho de lado sarcástico pra caramba que ele (e só ele) sabe fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J0Sam-WPI/AAAAAAAAD-0/lqFx16XxCeE/s1600-h/fhfdh.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J0Sam-WPI/AAAAAAAAD-0/lqFx16XxCeE/s320/fhfdh.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184333980786120946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nas Bienais e excursões da vida lado a lado, as pessoas na rua achando que ele é modelo, nós discutindo Harry Potter e compartilhando a dor dos relacionamentos. Já vi o mano chorar muitas vezes, o jeito que ele tem de sempre se achar fraco. Fraco nada, o menino é de ferro, de aço... De ouro. Aquela coisa de leonino, orgulhoso, a tal da personalidade forte, sabe o que quer e faz de tudo para conseguir. Cabeça quente, todos o estressam, sai do sério facilmente, teimosia extrema, adrenalina bombeada aos litros o tempo todo. Vocês nem acreditam na sensibilidade que ele tem, a percepção aguçada (ele já sabia só de olhar que tinha alguma coisa errada antes de todos saberem do término do meu namoro), o instinto paterno-fraterno de cuidar de mim. Era ele quem me puxava para baixo quando eu insistia em ser leviana e pisciana demais. Nosso relacionamento já passou por tudo que é tipo de alteração, mas no final o que sobrava é exatamente isso o que somos: AMIGOS. A relação mais doida que já tive, a que mais sobreviveu a golpes de ventos, namoros, amizades diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_Jz_am-WOI/AAAAAAAAD-s/7-OnmK0Lz1s/s1600-h/Ser+bonito+mesmo+fazendo+careta+n%C3%A3o+tem+pre%C3%A7o%21.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_Jz_am-WOI/AAAAAAAAD-s/7-OnmK0Lz1s/s320/Ser+bonito+mesmo+fazendo+careta+n%C3%A3o+tem+pre%C3%A7o%21.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184333654368606434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não sou de chorar, não na frente dos outros. Mas ele já deve ter me visto afogada em lágrimas umas boas, boas vezes. E hoje foi um dos dias em que eu particularmente não consegui sequer segurar até chegar em casa (e olha que meus sistema nervoso se recusa a mandar essas informações frente a terceiros). Meu mano querido de tantos anos, tantas aventuras, tantas fases da vida, vai abandonar o colégio. O nosso colégio desde o pré um. Ficando pra fora por ter esquecido o compasso, matando aula atrás do parque, tentando organizar faltas coletivas, emprestando a blusa de frio um do outro para dormir, jogando verdade ou desafio antes do laboratório ou durante as aulas do Thiaguinho, dando-me chipes verde &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Wingdings;"&gt;&lt;span style=""&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;, brigando com professores e alunos, fazendo trabalhos em cartazes (que convenhamos que eram bons demais), copiando desesperadamente os trabalhos antes do sinal bater, trocando bilhetinhos, dando os calote no Machado, tentando passar pela secretaria sem a Dirce ver, indo ao teatro na aula do seu Amadeu, vivendo essa energia que temos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J1jqm-WQI/AAAAAAAAD-8/Wn52bHIrbbw/s1600-h/%C3%89+nozes%21+Festa+Junina+Fef+Teen.JPG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J1jqm-WQI/AAAAAAAAD-8/Wn52bHIrbbw/s320/%C3%89+nozes%21+Festa+Junina+Fef+Teen.JPG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184335376650492162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sempre acreditei que seria assim até o dia em que nós dois não entraríamos na construção azulada do Colégio Coopere com a mesma freqüencia... Mas agora terei que passar pelos portões, entrar na sala de aula e saber que ele não está lá (e não por estar doente e ter faltado). Vai longe, Mano, que eu te guardo bem fundo no coração&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J12Km-WRI/AAAAAAAAD_E/5q3d7iw1uSE/s1600-h/Man%C3%A3o.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_J12Km-WRI/AAAAAAAAD_E/5q3d7iw1uSE/s320/Man%C3%A3o.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184335694478072082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=9Fl8bjqdsoI"&gt;Nessa Terra de Gigantes/ Eu sei já ouvimos tudo isso antes...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1006947412751977897?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1006947412751977897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1006947412751977897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/04/adios-mano.html' title='Adios, Manão!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_JzV6m-WMI/AAAAAAAAD-c/q7DgStjmEbY/s72-c/Velhas+%287%29.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-2047070678333600220</id><published>2008-03-31T12:55:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T16:19:55.570-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Promessa é promessa...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_FF3Km-WKI/AAAAAAAAD-E/gQ47rkAPoBI/s1600-h/August_Day_Song_04_by_retrodiva88.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184001460123097250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_FF3Km-WKI/AAAAAAAAD-E/gQ47rkAPoBI/s320/August_Day_Song_04_by_retrodiva88.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;August Day Song, por &lt;a href="http://www.nicolinepatricia.com/"&gt;Nicoline Patricia Malina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;Prometi, né, agora está aí. Fico desconfortável de publicar coisas com um toque tão pessoal...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As palavras nunca ditas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Duvide das palavras e dos gestos. Ambos se disfarçam, escondem. Temos a impressão de que são diretas, são objetivas, são calculadas, são de direita: mas as palavras são centristas. Os gestos são espontâneos, são sutis, são delicados... E ainda podem ser bruscos, violentos, planejados. Estupro e abraço são atos. Azul e amizade: pergunte para um daltônico, para um efusivo e para um solitário quais são seus significados.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se ele segura sua mão embaixo da mesa, se numa apresentação ele mais olha para você do que para o palco, se ele pede para você dar boa-noite todos os dias, se ele discute a relação durante um jogo de futebol... Ele pode dizer ‘’Cacete, quarto gol que meu time toma’’, ‘’Nossa, odeio Djavan’’, ‘’Olha só, você está sem cinto de segurança’’, mas muito mais do que isso está te dizendo o tanto que você é especial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É preciso ler as entrelinhas. Se ela diz que tem medo de conhecer seus amigos porque eles podem não gostar dela, que pode ficar mais uns dez minutinhos, que já leu o livro que você indicou no dia anterior, que amanhã tem prova de Matemática mas ela pode acordar mais cedo para estudar*, que lembrou de você quando uma música tocou; isso quer dizer tudo, exceto talvez o significado que elas artificialmente têm.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aprender a moldar a linguagem. A vida e o locutor por trás dos símbolos. Amor é forte, é lindo, é dissílabo e ainda assim sabe transbordar de significados, fica poderoso com o sotaque do interior que puxa o R e reforça a idéia, mas... Você vê as dúvidas, a insegurança, o salto, o beijo, o pensamento, a confiança desconfiada? Não está no A, nem no M, nem no O e nem no R. Está na troca de olhares, num cafuné. Se o amor ainda está em processo de formação então – o tal do ‘’Era uma vez... ’’ - é preciso ter o dobro de tato para percebê-lo... Até mesmo porque não existe uma palavra para o pré-amor (afinal, ninguém diz ‘’Eu acho que posso vir a amar você’’ ou ‘’Eu te pré-amo’’). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Amor é um tema recorrente. Está aí, em qualquer seriado de TV, modinha musical, tudo que é poema, blog de menina narcisista e imatura (=D). Levado ao extremo, transformado em produto, uma invenção. Eu poderia resgatar do hipotálamo agora montes de felicidades recheadas de choros e gritos: mas apelaria tanto quanto novela. A felicidade também é essa calmaria. Essa incerteza. Esse pré-amor que não se admite como tal, que se disfarça de cotidiano. Gostamos tanto dos ‘’E eles viveram felizes para sempre’’ porque achamos que então a felicidade está estabelecida. Os ‘’Era uma vez... ’’, coitados, ainda tem tanto para ver. Eles podem falhar. Eles podem acabar. Mas na verdade, ‘’E eles viveram felizes para sempre’’ é outdoor. ‘’Era uma vez... ’’ é fora do estúdio de gravação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;*Aham, conjunção adversativa: vírgula. Sei, sei. Só que esse momento é para ler na pressa mesma, como se já quisesse automaticamente justificar.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_FGiKm-WLI/AAAAAAAAD-M/Ta1dvjq6j4Y/s1600-h/tea12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184002198857472178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_FGiKm-WLI/AAAAAAAAD-M/Ta1dvjq6j4Y/s200/tea12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-2047070678333600220?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2047070678333600220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2047070678333600220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/promessa-promessa.html' title='Promessa é promessa...'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R_FF3Km-WKI/AAAAAAAAD-E/gQ47rkAPoBI/s72-c/August_Day_Song_04_by_retrodiva88.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-9116850607235159020</id><published>2008-03-26T11:15:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T13:20:24.966-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrita-falada'/><title type='text'>Teste, teste, som, som</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R-qTmam-WGI/AAAAAAAAD8M/OLTw_LRIElg/s1600-h/Baker__s_Dozen_by_Mr_Sisson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182116609430280290" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R-qTmam-WGI/AAAAAAAAD8M/OLTw_LRIElg/s320/Baker__s_Dozen_by_Mr_Sisson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Baker's Dozen - por &lt;a href="http://www.dylansisson.com/"&gt;Dylan Sisson&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pensei em milhares de coisas para escrever e cometi o imperdoável erro de não registrar: aquele equívoco mesmo que prometi nunca mais cometer. Um carrossel de emoções fresquinho na memória e eu fui anta o suficiente de regar tudo com Água-Viva em dia de prova de Física no final do mensal descontrole hormonal: praticamente implorei por uma notinha vagabunda e um brain-storm doloroso. Tenho um monte de coisas para dizer sobre palavras, português brasileiro, o tangível, felicidade aleatória e sobre coisas que eu gosto (‘’Porra, aquele cacete de fonética, nacionalismo, realidade e ‘’pequenas epifanias’’ de novo? ’’, pois é, exatamente isso). Não vou jogar tudo de uma vez, claro, vamos ver como isso flui naturalmente. Antes de qualquer coisa, queria registrar uma escrita-falada, como se fosse uma conversa de escritor para leitor desconhecido. Adoro o timbre dos diálogos, a distorção do fluxo de raciocínio que eles têm. Não será bem executado visto que não obterei resposta imediata, mas no fundo eu só quero dar um toque acolhedor a esse chá, falando justamente dele. Vocês não devem nem sonhar com a insegurança que eu tenho de escrever. Putz, eu quero fazer isso da minha vida, eu não posso falhar na escrita. Para isso dar certo (e eu quero de corpo e alma e alma e corpo), eu tenho que ser no mínimo boa. Daí tamanha insegurança de publicar meus textos na Internet (sério, eu escrevo diariamente desde a oitava série e só fui publicar agora no segundo colegial, tem noção?), porque eu posso descobrir que não levo jeito para a coisa. Quem sabe até eu já tenha falhado? Sou teimosa e insisto. Fico ainda assim com algumas dúvidas sobre ter conseguido fazer com que você meio que capte a idéia. Quando eu digo que ‘’ o que está dentro é subjetivo. Para você que você possa compreender o objetivo, é necessário colocar dentro da cabeça, não? Aí já se tornou subjetivo’’ (&lt;a href="http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/recortes.html"&gt;Recortes!&lt;/a&gt;), eu acho que já está claro e que se eu continuar com explicações ficará repetitivo: mas e aí, será que não ficou embaraçado? Quando eu me lembro como foi horrível desenvolver certas reflexões postadas aqui (aquela sensação de vazio e dúvida no peito)… Será que três linhas mastigadas permitem exemplificar tudo isso? Ao mesmo tempo, eu não quero me fazer entender (ai meu Deus, tenho a impressão que agora as coisas ficarão confusas). Citando Clarice Lispector no tal livro da minha dor de cabeça atual, ‘’Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro’’. Às vezes, quando falo de palavras deliciosas, doces, etc., é uma introdução aos textos que quero um dia publicar aqui. Quero que vocês os ouçam (e não compreendam), será uma construção de sons. A língua ’’brasileira’’* faz sons tão bonitos, mexemos tantas partes do nosso sistema fonético**; e os significados são tão, tão estúpidos. Dentro de uma palavra encerra-se mera e simplesmente o infinito: pode ser metáfora e não significar o que está no dicionário, o vocativo pode virar substantivo e adjetivos e advérbios e verbos, pode ser uma private joke (aquelas coisinhas que dizemos indiretamente para que uma pessoa só entenda), pode querer dizer outra coisa em outro idioma, pode exagerar (palavras hiperbólicas?), pode suavizar (palavras eufêmicas?), pode ser sarcasmo (com cinismo e ironia, dos piores), pode ter outra interpretação, pode ser mentira por outro ponto-de-vista e pode, como eu quero, ser só um som. Símbolos são só símbolos e na verdade não querem dizer o que achamos que é, tal qual os gestos. Duvide deles! Falei disso numa &lt;a href="http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/promessa-promessa.html"&gt;crônica&lt;/a&gt; escrita há não muito tempo, só por isso não vou me aprofundar nesse ponto (prometo publicar um dia). De volta ao assunto***, mesmo que não se trate de sons, eu também não quero me fazer compreender. Ou melhor, não quero me fazer compreender assim como a Táta (que é meu eu-lírico e não eu de verdade, necessariamente). Como em cada palavra cabe o infinito, em cada composição cabem infinitas interpretações. Ler e escrever são atos um tanto egocêntricos. Como disse Jules Renard, ‘’ Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido’’, oras! Quem escreve o faz com elementos do seu universo (sejam imaginários ou ‘’concretos’’), e a pessoa que lê possui outros elementos. Por isso ler é mesclar você com outra pessoa, é realmente muito íntimo. Por exemplo, quem escuta ‘’Apesar de Você’’ sem pensar no contexto da ditadura terá uma interpretação diferente de quem lê pensando. É assim que funciona. Ter noção de que muitas pessoas me lerão de formas variadas é emocionante: eles têm infinitas possibilidades e histórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A única coisa que espero é que não fiquem com um ponto de interrogação na cabeça ao terminar uma crônica, pois aí existe falha minha. Naturalmente, espero também que gostem. Críticas são eternamente bem-vindas ;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;*Língua Brasileira sim senhor, a língua Portuguesa tem uma pronúncia como se tivesse montes de batatas na boca, diferente da nossa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;** Não sei se essa expressão de fato existe, mas eu uso para designar língua, dentes, lábios, úvula, palato, fossas nasais, faringe, cordas vocais, glote, pulmão… O negócio todo que faz o som sair.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;*** Viu só, quebra de linha de raciocínio! Diálogos dão voltas em torno do assunto naturalmente, fazendo-se assim profundos e lindos, sem complicações gramaticais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;Nota mental: a maioria dos meus textos aqui foram originalmente escritos no papel, com um monte de palavras riscadas, setas e chaves. Dá uma preguiça de passar isso a limpo...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;Outra nota mental: a letra G do meu teclado está falhando, então perdoem os ''exaeros'' e outros que esse texto possa ter.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R-qTaqm-WFI/AAAAAAAAD8E/aeb90PS9gf4/s1600-h/tea19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182116407566817362" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R-qTaqm-WFI/AAAAAAAAD8E/aeb90PS9gf4/s200/tea19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-9116850607235159020?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/9116850607235159020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/9116850607235159020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/teste-teste-som-som.html' title='Teste, teste, som, som'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R-qTmam-WGI/AAAAAAAAD8M/OLTw_LRIElg/s72-c/Baker__s_Dozen_by_Mr_Sisson.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-4621868927778672621</id><published>2008-03-13T17:43:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T11:21:18.665-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Prioridade na vida: prazeres!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9nK_nkygmI/AAAAAAAADdg/UIYMb2I8ClE/s1600-h/funfair.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177392440942953058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9nK_nkygmI/AAAAAAAADdg/UIYMb2I8ClE/s320/funfair.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;''Funfair'', pela maravilhosa &lt;a href="http://www.du-artwork.de/"&gt;Daniela Uhlig&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Entre escrever e não escrever o nome de um menino na apostila, eu fico sempre com a opção de escrever. Já no colegial começa a maior paranóia universal: caraaaalho, a vida é carreira (que por enquanto chama-se vestibular). Se você quiser Medicina, mo bem, esquece festinha, esquece Internet, o negócio agora é deixar que empurrem goela abaixo todas essas coisas que querem tanto que aprendamos.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu não gosto de marcar horário para estar bem. Vejo tanta gente na minha escola que abre mão de Deus e mundo para ficar com os olhos cansados lendo melancolicamente letra por letra, a ansiedade na expressão, o medo. E mudamente me dizem ‘’Agora eu vou estudar e só estudar, aí vou fazer Engenharia, e aí serei feliz’’. Felicidade não é uma coisa de se marcar &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em agenda. N￣o"&gt;em agenda. Não&lt;/st1:personname&gt; tem dessa. E eu os ouço reclamar sobre algumas matérias totalmente relacionadas às profissões que querem e fico a refletir sobre... Por quê? Seja por pai, por mercado de trabalho, salário, que seja; uma coisa que você vai fazer pelo resto da vida tem que ser no mínimo ‘’legalzinho’’. E aí? Vai ficar com esse vazio colegial para depois ir à faculdade e viver nesse ciclo vicioso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se fosse para pensar em questão de prioridade, eu pelo menos coloco nos primeiros lugares família, amores e amigos. Carreira e dinheiro com certeza não são o orgasmo da minha vida. Na minha cabeça, a satisfação de amar e ser amada não se pode comparar como uma promoção em uma empresa, jamais. Duvido que esses meus colegas sejam muito diferentes de mim. Antes de dormir, eu gosto de sonhar sobre beijos de língua e risadas do que sobre gramática e literatura (e olha que são coisas que eu realmente amo). E se ainda por cima a profissão que eles querem não são lá coisas de arrepiar, então pra quê? Pra que abrir mão de viver? Eles se deixam engolir por esse sistema terrível que a maioria das pessoas tenta nos impor: estude isso e estude aquilo, e estude e estude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fico boba de ver o peso da consciência. ‘’Ai, nossa, ontem eu fiquei umas quatro horas conversando com fulano enquanto deveria estudar’’, ‘’Fico perdendo tempo nessa bosta de MSN, mas é que eu sinto que preciso de falar com ele!’’, ‘’Não deveria ter ido à festa ontem, agora vou ficar com estudo atrasado’’... Não é errado, NÃO É ERRADO. Quais são suas prioridades? O que te faz feliz? Se seu corpo clama tanto por digitar mensagens de SMS nos intervalos das aulas a ponto de desobedecer à você mesmo e deixar essa nuvem negra na cabeça depois, é porque tem alguma coisa aí que te faz bem. Deite no colo e durma, enterre os dedos em couros cabeludos, coma chocolate, dance. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’Mas e aí, Taís, vou fazer essas coisas que eu quero e o meu futuro vai pro saco?’’. Descubra o que você ama de verdade, o que te dá prazer em fazer, o que você gosta de estudar, o que você tem habilidade e pelo amor de Deus, descubra uma forma de ganhar dinheiro com isso. Salpique prazer no estudo e aprenda a gostar da coisa. O mais importante em estudar é você se obedecer, e é muito difícil que isso ocorra se você se sentir tentada a tudo menos sentar e escrever. Já ficou três horas enrolando para estudar? Isso só ocorre porque você se sente obrigado a fazer aquilo, e não por realmente querer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha solução para tal caso foi o de estudar de madrugada. A madrugada tem uma áurea de paz, concentração... Um efeito muito positivo que me permite sentar e ficar muito bem por estar ali. Se meu celular despertar e eu achar que preciso dormir mais meia horinha, eu durmo: só de ter essa liberdade, sinto-me pouco tentada a aproveitá-la. Tomo café da manhã demorado, vejo a quase típica chuvinha das 4h30min, o friozinho da noite acompanhado de um capuccino de chocolate, escuto o silêncio do sono profundo, observo da sacada o Sol nascer. Posso largar mão de estudar se quiser, mas não é o caso. Nesse horário, até matemática parece quente e confortável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’O mundo não é feito só do que quer, sabia disso?’’. Claro que não. Mas não me canso de inventar formas de pintar um arco-íris no dia-a-dia. Se eu pudesse escolher, estudaria tão somente Português, História, Inglês, Artes... Já que não é o caso, não vejo problema em colocar magia em Exatas, em criar raios de felicidade nas mais enfadonhas missões. Existem matérias que gosto muito de estudar, e para elas qualquer horário é válido. Se eu quiser ser professora, ou escritora, ou jornalista, terei que ser boa demais nisso para me dar bem. E a isso me dedico inteiramente de corpo e alma, por puro prazer e amor: só de encher esse documento do Word com letrinhas me sinto bem. A Física pode esperar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando eu me lembrar da minha mocidade, quero poder me sentir bem. A sensação de que alguma fase deixou de ser aproveitada em função de outra deve ser ruim demais. Quero poder dizer que vivi, que fiz as coisas que tive vontade, que capturei sonhos. Sinto angústia ao ver tantas colegas do ballet que deixaram de fazer aulas para estudar, contra a vontade delas. Não precisa disso. Se você sabe que o fato de não estar nos camarins na correria de mudar coques e vestir sapatilhas... Para quê? Enterrar esse prazer não compensa por nada. Sinto angústia ao ver aquele menino tão inteligente matando os anos de sua vida para realizar os sonhos dos pais. Não precisa disso. Se você sabe que a realização dos seus dezesseis anos seria envolver a pessoa ao seu lado... Para quê? Enterrar esse prazer não compensa nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Entre me dar o direito de sonhar acordada desenvolvendo histórias no pensamento em algumas aulas e ficar estressada por ouvir o professor quando não quero, eu fico com a primeira opção. Entre escrever e não escrever o nome de um menino na apostila, eu fico sempre com a opção de escrever. Comecem agora o novo pensamento universal: caralhoooo, a vida é feita de prioridades e eu sei muito bem quais as minhas são ;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9nKx3kyglI/AAAAAAAADdY/nYsbQz-dQT4/s1600-h/tea11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177392204719751762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9nKx3kyglI/AAAAAAAADdY/nYsbQz-dQT4/s200/tea11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-4621868927778672621?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4621868927778672621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/4621868927778672621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/prioridade-na-vida-prazeres.html' title='Prioridade na vida: prazeres!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9nK_nkygmI/AAAAAAAADdg/UIYMb2I8ClE/s72-c/funfair.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-7191121976861744781</id><published>2008-03-09T16:30:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T17:08:19.447-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Recortes!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9R5c3kygkI/AAAAAAAADcw/h5xUApNd3-M/s1600-h/l__amour_des_trois_by_stefa_zozokovich.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9R5c3kygkI/AAAAAAAADcw/h5xUApNd3-M/s200/l__amour_des_trois_by_stefa_zozokovich.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175895408617095746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foto:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;L'amour&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;des&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;trois&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;tefa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Zozokovich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei já que deveria me acostumar a escrever sobre essas coisas políticas, sobre essas coisas da atualidade, essas coisas que são lidas em jornais! Só que não tem como falar sobre Fidel Castro, ainda que num tom descontraído tentando passar longe de parecer moralista ou mesmo intelectual, quando o mundo parece ter um tom avermelhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’ Que me perdoem se eu insisto neste tema&lt;br /&gt;Mas não sei fazer poema ou canção&lt;br /&gt;Que fale de outra coisa que não seja o amor&lt;br /&gt;Se o quadradismo dos meus versos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vai de encontro aos intelectos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que não usam o coração como expressão&lt;i&gt;’’&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Olhando meus escritos antigos, abandonados, em todas as formas e gêneros, encontrei uma coletânea interessante. Misturados ficaram ainda melhores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Recortes de crônicas perdidas nas últimas páginas de apostilas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A varredura insensata de tudo que é natureza-morta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dentro da casa desmoronando, marcas de pegadas. Pedaços de papel de parede, azulejos despedaçados. Alguns panos enforcavam móveis muito antigos. Reconheceu uma máquina de costura, estrangulada. Lá pelo fundo, pigmentos vermelhos. Cheiro de mofo. Em uma parede, dava para ver que alguma mãe marcava o crescimento do filho. Hoje ele já deve ser um adulto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Demoliram a casa. Era muito apego ao passado, eu sei, mas a cena parecia algo estilo a morte de Baleia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Prazeres em lençóis, infância, sangue, retalhos. Quem sabe as tragédias ali pintadas, os pensamentos que correram. Uma vida inteira esteve antes ali. Os momentos poderiam já ter falecido há muitos anos, eu sei, mas a carcaça estava eternizada numa avenida. Era como um fantasma para o qual ninguém dava a mínima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas o tempo vem sempre retirar essas peças do caminho. Era muito apego ao passado, eu sei, mas não parecia certo. Muitas coisas serão rechaçadas. O carro hoje com vidros embaçados, gritando vida, estará num ferro-velho. Obviamente que o carro não era o guardião do momento, mas ele estava lá. Mas se nem os corpos que certa vez o habitaram possuíam uma parte do hipotálamo guardando certas... Por que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A poeira só começou a cair&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Às vezes eu penso se estou ficando louco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não tinha ninguém para escutá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sabe, eu penso se sou esquizofrênico ou sei lá. Eu poderia ser muito bem, esse o tipo de coisa que não tem como saber. Eu fico puto de ter que viver dessa forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ninguém respondia. Ficava sem graça de falar sozinho, mas poxa, algumas coisas soam melhor nas cordas vocais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Quando digo dessa forma, eu me refiro a... Ah, você sabe. Visão, olfato, paladar, tato. Tem um mundo lá fora que eu tipo presencio sem presenciar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lembrou-se de certa arrogância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- A única coisa boa disso são os sentimentos. Se eu não passasse esses estímulos para o meu cérebro, o meu sistema nervoso não poderia fazer essas coisas funcionarem. E tem gente que até hoje tem coragem de brigar com os sentimentos, eu fico mais puto ainda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Batucou um pouco. A perna agora inquieta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sabe essas pessoinhas que se acham assim, superiores? Que acham que essas coisas sentimentais são bobeiras? Que acham que a realidade, a razão, tudo que é patético em suma, é realmente o que importa? Intelectuais idiotas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aumentou um pouco o tom de voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Quer dizer então, meu senhor, que você quer saber de ver o mundo sem sentimentos? Então vá a merda, porque você é mais burro do que se imagina. Se acha muito melhor por isso, mas é o caralho. Será que você já teve capacidade de raciocinar que não tem como separar uma coisa da outra? O mundo objetivo está lá fora da nossa cabeça. O que está dentro é subjetivo. Para você que você possa compreender o objetivo, é necessário colocar dentro da cabeça, não? Aí já se tornou subjetivo. TUDO o que temos são os sentimentos, tudo o que é subjetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bateu a mão no tapete, e uma crosta de poeira separou-se em pontinhos coloridos que subiam. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com a luz batendo de lado dava para ver perfeitamente. E elas rodopiaram e retornaram ao local onde estavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É bonito isso. A ação da luz, as cores. Só que me irrita saber que, se a luz não estivesse de lado, eu não veria a poeira se levantar. E me irrita saber que eu tenho apenas três cores primárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bateu a mão de novo. O mesmo processo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Um tipo de camarão tem pelo menos 12 classes de células sensíveis à cor. Imagina como o mundo é aos olhos deles... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Imagine como deve ser o mundo de verdade. O tanto de cores que ele deve ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ficou a olhar o tapete muito sujo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Mas talvez seja mais bonito perceber que a poeira só começou a cair. Perceber, sentir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9R4nnkygjI/AAAAAAAADco/C2wofeKAh84/s1600-h/tea17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9R4nnkygjI/AAAAAAAADco/C2wofeKAh84/s200/tea17.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175894493789061682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-7191121976861744781?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7191121976861744781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7191121976861744781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/recortes.html' title='Recortes!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R9R5c3kygkI/AAAAAAAADcw/h5xUApNd3-M/s72-c/l__amour_des_trois_by_stefa_zozokovich.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1742341338901864407</id><published>2008-03-05T15:10:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T16:01:27.409-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Ouch! Política!</title><content type='html'>Se já é foda falar de política normalmente, imagine quando se tem dezesseis anos. É óbvio, lógico, nítido e fácil de ver que eu não tenho conhecimentos vastos de sociologia, história, geografia e derivados; mas bem, eis que é um assunto pelo qual tenho enorme simpatia e gosto de soltar algumas reflexões sobre. Tenho ainda MUITO para estudar antes de poder ter de fato uma opinião considerável, e até lá minha proposta é tentar enxergar as coisas em vários pontos-de-vista, apenas absorvendo informações e digerindo argumentos. É tipo tomar chá com monstros.&lt;br /&gt;Não sou de esquerda, muito menos de direita, e menos ainda centrista. Diria que sou under construction. Pelo fato de ser criada em um ambiente de direita e por ser influenciada pelas opiniões de esquerda na escola, eu consigo sentir bem os contrastes. O complicado é que as pessoas já têm pedras e lanças quanto a esse assunto: pelo amor, não me ataquem por qualquer coisa aqui, porque eu sequer vou tentar me defender (não tenho moral para tal, quero só aprender). Se o indivíduo adorador de Karl Marx vê aquele toque de liberalismo econômico e a martirizada palavra Veja, já existe aquele viração de olhos e bom, aí fudeu. Exatamente o mesmo ocorre quando os muito conservadores de direita lêem Che Guevara e socialismo. Pois bem, quando o lado da moeda parece tão correto e tão indiscutível assim, eu fico com o pé atrás...&lt;br /&gt;Essa introdução demorada fica para o próximo post, que falará sobre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R88uhQDWDhI/AAAAAAAADbc/6sxph7symLw/s1600-h/che_guevara_fidel_castro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R88uhQDWDhI/AAAAAAAADbc/6sxph7symLw/s400/che_guevara_fidel_castro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174405645651545618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’ É um ótimo início de ano e o maior ditador do mundo atualmente renuncia devido às entranhas. É a grande chance da América Latina dar um passo adiante e iniciar o processo democrático na ilha-prisão. Ainda aguardarei pela morte de ambos os Castro, pois este sangue tirano deve ser exterminado de Cuba.’’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’O que será de Cuba, sem o revolucionário que lutou pelo seu povo, buscou igualdade social e um estado mais justo para a população?’’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sem querer ficar nessa de ‘’E ele foi bom? Ele foi ruim?’’, pretendo falar sobre a importância de Fidel no cenário mundial. Acho bom pelo menos tentar nos desvencilhar dessa imagem criada em torno de Fidel e Cuba. A única imagem que teremos ao ler esse texto, então, é desses barbudos que ficam deliciosos com charutos na boca e uniforme verde-oliva, para não falar no charme da boina. Mas estética é estética, nada de Nietzsche por hoje...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R880NgDWDiI/AAAAAAAADbo/tiZUEnILvRQ/s1600-h/tea9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R880NgDWDiI/AAAAAAAADbo/tiZUEnILvRQ/s200/tea9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174411903418895906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1742341338901864407?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1742341338901864407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1742341338901864407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/ouch-poltica.html' title='Ouch! Política!'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R88uhQDWDhI/AAAAAAAADbc/6sxph7symLw/s72-c/che_guevara_fidel_castro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-3848981933772631166</id><published>2008-03-03T14:58:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T11:59:51.565-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Brinquedos de palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8yDg4hNOMI/AAAAAAAADbM/VSFL8dwgl8k/s1600-h/Room+%289%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8yDg4hNOMI/AAAAAAAADbM/VSFL8dwgl8k/s400/Room+%289%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173654672892573890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Palavras deliciosas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As que possuem consoantes oclusivas surdas, o ‘’P’’ e ‘’T’’ (velares q/k (c) não são, depois explico). O ar estava trancado e subitamente explode a palavra, parece que ela voa longe da boca. ‘’T’’ ainda tem um ar mais sensual-dominador, por ser linguodental (dá para sentir a oclusão fácil fácil, nada sutil da parte dele). Acho que ‘’P’’ é de uma sensualidade mais doce, já que você sente a pressão na ponta dos lábios. Papel, Taís, tampa, passagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ditongos e tritongos orais (o som é meio que jogado fora da boca e pela própria, violento): pária, vai, mau, fui, quase, iguais, averigüeis, averiguou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Trema (não saberia explicar por que gosto tanto, talvez pela movimentação, pelo u átono, sei lá, só sei que acho delicioso): averigüei, agüentei, qüinqüênio, contigüidade, tranqüilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Obviamente que o ‘’L’’ também, por a língua se apoiar com tanta vontade na ponta dos dentes. Entre as minhas favoritas, destacaria lâmina, languidamente, loucura, ligação, laboratório, liquidificador. Quando está num encontro consonantal, entretanto, acho que ela fica mais doce e menos deliciosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Liquidificador é atualmente minha favorita, mas paria&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e tranqüilo são boas demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tentei começar a escrever palavras doces, mas acontece que é difícil estabelecer um padrão como nas deliciosas (muitas fricativas sonoras são doces, por exemplo, mas muitas não são também). Mas acho que chego lá, nem que seja para jogar palavras aleatórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Gosto do significado das palavras, claro, mas acho que elas são mais legais ainda quando vistas de fato como um jogo de cordas vocais, brincando de glote, palato, fossas nasais, úvula... E são apenas símbolos. Acontece que o português é uma língua ótima de mesclar sentido com fonética, ao contrário do inglês, que viaja totalmente. Tenho que me lembrar de escrever sobre o português também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Beijo de Língua: bei-jo de lín-gua&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Repare que na primeira sílaba já temos uma bilabial sonora (‘’b’’), os lábios tocam um no outro: é como a explosão do ‘’P’’, só que mais suave. Um beijo de língua começa doce.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já na segunda começa uma movimentação dos lábios, fechando-os &lt;st1:personname productid="em biquinho. Fa￧a" st="on"&gt;em  biquinho. Faça&lt;/st1:personname&gt; o som do ‘’J’’, várias vezes sem acompanhar nenhuma vogal: vira um sussurro. Beijo de língua é segredo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E lá vem o ‘’de’’. Assim como o ‘’B’’ é a versão suave bilabial do ‘’P’’, o ‘’D’’ é a versão sutil do ‘’T’’. Já sabemos que que o ‘’T’’ é muito mais sensual que o ‘’P’’, então podemos levar agora uma questão mais quente do beijo de língua. Afinal, agora as línguas começaram a se mover.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lín, ‘’lín’’, ‘’L’’. O auge da movimentação da língua, já que é dela a qual nos referimos. Ela se esparrama no céu da boca, sente os dentes superiores: é confortável, seguro, sem deixar nitidamente o nível de movimentação e sensualidade descer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por fim, o querido ‘’gua’’. Nem vou perder tempo com essas explicações fonéticas: lembra-se daquele smack, usado em gibis para representar um beijo (sendo muito mais um ‘’muaah’’)? É a mesma movimentação, oras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E os norte-americanos dizem kiss, pelo amor de Deus...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8yC-YhNOLI/AAAAAAAADbE/N3j83ClPt6Q/s1600-h/tea7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8yC-YhNOLI/AAAAAAAADbE/N3j83ClPt6Q/s320/tea7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173654080187087026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-3848981933772631166?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3848981933772631166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/3848981933772631166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/brinquedos-de-palavras.html' title='Brinquedos de palavras'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8yDg4hNOMI/AAAAAAAADbM/VSFL8dwgl8k/s72-c/Room+%289%29.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-996967396280224073</id><published>2008-03-01T09:18:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T12:00:30.208-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Chá transbordando....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8nDtGP0OsI/AAAAAAAADWw/PThflOe29z4/s1600-h/Experimental+%287%29aaa.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8nDtGP0OsI/AAAAAAAADWw/PThflOe29z4/s320/Experimental+%287%29aaa.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172880826550205122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando as folhas começarem a cair, espero que se lembre...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mexia o canudo em movimentos circulares dentro do copo, concentrada. Os argumentos desenrolavam-se no pensamento e entalavam na garganta. Havia uma discussão pendente. Coisas para serem resolvidas. Mas era sempre assim: ela pensava, pensava, pensava e não colocava nada &lt;st1:personname productid="em palavras. Adiava" st="on"&gt;em  palavras. Adiava&lt;/st1:personname&gt; a conversa, porque estava ocupada demais mexendo o canudo. Entre o silêncio dos pensamentos e os barulhos da loucura, não havia contato ocular. Ela não sabia olhar nos olhos dele por livre e espontânea vontade: tinha medo. Ele via esse medo? Com certeza, e forçava-a encará-lo, baixando os seus olhos na altura dos dela, obrigando-a a fazer contato. Mas nada disso ocorria. A expressão do contato ocular não tinha aquele brilho. Os pensamentos entalados eram sérios demais para converterem-se &lt;st1:personname productid="em palavras. Ele" st="on"&gt;em palavras. Ele&lt;/st1:personname&gt; tinha medo. Muito mais do que ela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-indent: 9pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; All in all the clock is slow&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-indent: 9pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Six color pictures all in a row&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-indent: 9pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Of a marigold&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8mT42P0OrI/AAAAAAAADWg/pJzbENHjytg/s1600-h/tea4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8mT42P0OrI/AAAAAAAADWg/pJzbENHjytg/s320/tea4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172828251855534770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-996967396280224073?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/996967396280224073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/996967396280224073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/03/ch-transbordando.html' title='Chá transbordando....'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8nDtGP0OsI/AAAAAAAADWw/PThflOe29z4/s72-c/Experimental+%287%29aaa.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-734646000749959654</id><published>2008-02-26T14:49:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T12:34:52.632-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>As cores e o gosto do meu discurso nacionalista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8SlURxA5UI/AAAAAAAADWQ/AHHmmEN5-lE/s1600-h/Flores+e+morangos+%283%29+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8SlURxA5UI/AAAAAAAADWQ/AHHmmEN5-lE/s320/Flores+e+morangos+%283%29+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171440039913121090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Cara, nem vem, eu odeio o Brasil. Sabe o que seria muito rox? Se aquele asteróide caísse aqui em partes, destruindo tudo. Primeiro o Nordeste e depois o Rio de Janeiro, já era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu sempre fico quieta quando eu escuto esse tipo de comentário, só me desse tão mau estômago abaixo. Tudo bem que você ache que o país está uma merda. Não é saudável ter uma visão extremamente defensora para do país a ponto de ficar cego aos seus próprios defeitos: mas caralho, que brasileiro defende o Brasil?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não acho que nacionalismo deva ser algo preso a símbolos. Acho terrível a idéia de alguém se dizer fã do Brasil por gostar de samba, de futebol, de bunda, de ser auto-suficiente em petróleo, que seja. Eu o adoro porque foi nesse país que eu, meus pais, meus avós nasceram. Em algumas épocas do ano (não fui capaz de reparar em um padrão), uma árvore atrás da AABB se enche de flores e pintam essa rua brasileira de rosa. Meu pai me contava histórias de bichinhos muuuuuito bonitinhos antes de dormir em português, português brasileiro. Eu escuto Chico Buarque e leio Machado de Assis. Meu primeiro beijo foi numa noite estrelada com o cruzeiro do sul. Pra ser bem sincera, eu pouco me fodo pro carnaval e nasci sem quase poder me encaixar nesse conceito de nação por não ser gostosa. Entretanto, a comida da minha vó e Anita Malfatti são infinitamente mais importantes do que isso... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tendo uma dose de amor a pátria, floresce um sentimento de querer mudar esse país para melhor. De não, não abandonar esse solo e aqui ficar para melhorá-lo e sempre trabalhar decentemente... É um mecanismo de defesa, de querer proteger o que tem de bom, deixar a nossa cultural brilhar sobre o imperialismo norte-americano. Coletivismo!Um sentimento de justiça para com os caipiras, mineiros, nordestinos, sulistas; impõe a nós todos uma participação pela igualdade e correção dos erros maiores. Talvez essa esperança seja explicada pelo baixo Q.I. brasileiro que não reconhece a realidade, diriam os que não colocam fé: e se for assim, então estamos todos juntos nesse processo. Se todos se juntassem, se realmente pensássemos nos moradores dessa terra como uma nação mesmo, entraríamos lentamente numa luta para coerência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como diria Elisa Lucinda em Só de Sacanagem, que fica tão bem batendo nas cordas vocais da brasileira Ana Carolina:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’ Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar! Só de sacanagem!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”. E eu vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez”. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!’’&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nessa história tivemos vinte e um anos de ditadura. E quando as conseqüências eram muito mais grave (não precisa nem assistir Zuzu Angel ou o que seja para saber), havia luta. Talvez porque também havia nas bocas um gosto de que aquilo ia mudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ainda pode. Não é porque a copa acabou que vamos guardar nossa bandeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8SjiBxA5TI/AAAAAAAADWI/46d5rT0MvV8/s1600-h/tea8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8SjiBxA5TI/AAAAAAAADWI/46d5rT0MvV8/s320/tea8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171438077113066802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-734646000749959654?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/734646000749959654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/734646000749959654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/as-cores-e-o-gosto-do-meu-discurso.html' title='As cores e o gosto do meu discurso nacionalista'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8SlURxA5UI/AAAAAAAADWQ/AHHmmEN5-lE/s72-c/Flores+e+morangos+%283%29+copy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1199589105767686944</id><published>2008-02-22T15:28:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T19:24:59.469-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Censura vermelha e outras reflexões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8DjdxxA5RI/AAAAAAAADVo/gYlLC75JbMc/s1600-h/Flores+e+morangos+%2813%29+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8DjdxxA5RI/AAAAAAAADVo/gYlLC75JbMc/s320/Flores+e+morangos+%2813%29+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170382472935957778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para maiores de dezesseis anos&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uso de drogas, agressão física intensa, sexo forte, linguagem obscena e violência: liberados nas questões cinematográficas. Pra quem com seis anos sobreviveu a traumatizante morte da mãe de Bambi, o resto é fichinha. Bom, desde então minha lista consta Pulp Fiction, Lua de Fel, Oldboy, Twin Peaks, Dumbo, Emmanuelle, Laranja Mecânica... Acho que nunca respeitei essas recomendações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 9pt;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;16 anos de divagações retóricas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já se passaram dezesseis anos da minha existência e eis que cada vez mais eu tenho a sensação de ter aprendido nada. Eu continuo a acordar, escovar dentes, ir à escola, estudar, dançar, escrever, sonhar um pouquinho e dormir: naquela rotina que me foi instalada. Deixo a barreira do cotidiano me impedir de (quem sabe?) alcançar meu verdadeiro potencial. Com dezesseis anos eu poderia ser muito mais. Saber que não me esforço totalmente para compreender as coisas que considero realmente importantes é desgastante, principalmente ao passo que eu perco horas com conhecimento encapsulado das apostilas escolares. Por que o sistema Etapa me diz que devo aprender sobre condricties e não sobre o existencialismo? Ele me sugere ler Vidas Secas e todos esses livros tão bem estudados em Literatura e não me diz nada sobre Lygia Bojunga e seu sofá estampado. Não gosto de ser inserida num contexto intelectual; como se a vida me marcasse para estudar para o vestibular e depois presta-lo e então fazer uma faculdade e trabalhar. Eu me pergunto se realmente quero isso ou se me deixo levar pela sensação de ser normal. Por que o mundo me quer nisso tudo? Por que eles presumem que todos deveriam saber sobre x e y e não w e z? Soa como mania de perseguição (estilo Matrix, sabe?), mas às vezes tenho a impressão de que existe uma fenda de conhecimento que não tem pretensão de ser descoberto: aí saturam nossos cérebros com tantas coisas, para não ter tempo de descobrir sobre essa face. Ninguém consegue ao certo me dar uma explicação satisfatória sobre o mundo, suas engrenagens, como do nada um monte de gás surgiu do NADA para ter o Big-Bang, como as explicações teológicas parecem cada vez mais sistemas de controle da população na Idade Média e maneira de ganhar dinheiro do que motivação de fé e espiritualidade, como se para o agora existir tenha que ter um antes nesse ciclo vicioso de causa-efeito...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E o que seria a existência nesse contexto? Por que se desperdiçaram 16 anos nessa incógnita? O que há além do que esse campo de sentidos que todos têm?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As partes vermelhas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Rosas e meu queixo&lt;/span&gt; :)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os prazeres da vida sem censura vermelha&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;En-ve-lo-pe. Adoro o som do o aberto. Adoro essa impressão das sílabas despencarem da língua com v, l e p. E o som que fazemos quando a língua, logo atrás dos dentes superiores, cai a mais ou menos um dedo de distância dos dentes inferiores para o fundo da boca: repetidamente e com os lábios abertos, dá para fazer o ‘’lo’’ sem tremer as cordas vocais. Linguagem e fonética são algumas das caixinhas de prazeres nessa vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma iluminação alaranjada e chuvinha também não faz mal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R79bDBxA5QI/AAAAAAAADVY/vXOdFAEUZFM/s1600-h/tea3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R79bDBxA5QI/AAAAAAAADVY/vXOdFAEUZFM/s320/tea3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169951004816368898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1199589105767686944?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1199589105767686944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1199589105767686944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/censura-vermelha-e-outras-reflexes.html' title='Censura vermelha e outras reflexões'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R8DjdxxA5RI/AAAAAAAADVo/gYlLC75JbMc/s72-c/Flores+e+morangos+%2813%29+copy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-7845027962432190562</id><published>2008-02-19T11:46:00.001-08:00</published><updated>2008-02-19T13:59:48.280-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá com monstros'/><title type='text'>Como resolver um problema</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7sz-BxA5PI/AAAAAAAADVI/XW2OmSOt1fE/s1600-h/Circus+song+%282%29+copylips+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7sz-BxA5PI/AAAAAAAADVI/XW2OmSOt1fE/s320/Circus+song+%282%29+copylips+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168782138056697074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E enquanto eu estava com os olhos vidrados no chão não pude deixar de notar como eu sentia-os doces. Trêmulos e doces. Engolia a amargura dos lábios, mas os olhos continuavam encantadores. Acho muito fácil uma pessoa alegre ficar amarga e muito difícil uma pessoa amarga ficar alegre. Estar bem é temporário, não é intenso. Era por isso que, na minha amargura, eu não deixava de estar bem. Esse tipo de coisa é estranhamente maravilhoso! É muito bonito, eu acho que vou sentir muita falta disso um dia, ao estar casada e com filhos naquela vida estável. Primeiros amores, não dar certo, sofreeeeeer, sentir maaaal, ficar com raiva, fazer chantagens emocionais, explodir num desabafo, fazer comentários ácidos, tomar bebidas alcoólicas com fins deprimentes, sentir falta de ar, ter mudança de humor repentino, sentir saudades, querer desesperadamente amar de novo, esse monte de coisas de uma vez, num caldeirão borbulhante de hormônios. Isso sim é intenso. Juventude é de certa forma saber disso, que os primeiros amores serão os primeiros e muitos outros virão. E bola pra frente: o começo é lindo, é mágico, é se jogar no escuro. Sentir o concreto bater sobre os dentes era quem sabe pré-requisito para de fato um dia se jogar e enlaçar algum amor pelos ares. Bater no concreto, olha a intensidade disso! Tristeza é muito mais intensa. Felicidade não pode comparar com isso. E quanto mais intensa o sofrimento vai ficando, mais felizes os bons momentos se tornam. Um dia vou sentir essa tal felicidade num ponto maravilhoso...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O monstro afirmava com a cabeça, como quem pede para prosseguir. Ele já não era assustador, ele era um psicólogo com diploma e tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sabe, normalmente os livros abordam esse tipo de situação e tudo o mais... O problema é que eles sempre colocam situações extremas, para mexer mais facilmente com os leitores. Que nem, só terminar com um namorado, por exemplo, é comum: o namorado tem que ter câncer, ele tem que ficar com a irmã da ex, tem que socar o sogro, ser expulso da faculdade, ir à prisão, qualquer coisa nesse nível. E é a mesma coisa com a felicidade, super apelativa. A realidade não pode se comparar com essa felicidade e tristeza de filme norte-americano, ao mesmo tempo em que por ela ser tão forçada acabe por ser desgastada. Por isso que minha vida é um tremendo clichê, eu sou só uma menina qualquer. Mas o ponto é que eu gosto dos clichês, porque eles só se tornaram clichês por ser uma coisa comum na vida das pessoas, até repetitiva. Essa coisa repetitiva é a tal realidade pouco explorada. Você tem que sentir na pele para compreender, ou os sentimentos têm que ser muito bem colocados e explicados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Mas você assiste a muitos filmes assim, excessivamente dramáticos. E suas idéias são quase todas sobre um amor exagerado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela o olhou com muita ternura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Você entende agora por que eu sou tão contraditória? Eu não consigo deixar de idealizar, de sonhar, de fazer planos. Eu sei que essa minha idéia de amor é muito... Contemplativa, acho que seria essa a palavra. Amar para mim é simplesmente natural, e ainda assim sempre exagerada. Eu vivo a base desse sentimento justamente por tudo tudo ter sempre uma pitada de amor, no mínimo. Eu não sei da onde nós tiramos essa idéia de paixão, platonismo, par ideal e derivados: mas se isso se tornou um consenso na vida de tanta gente, será que ela é mesmo exagerada? Será que é mesmo poesia? Será que é mesmo ingenuidade? Se for, tenho muito orgulho de ser assim, um tanto alienada. Se a realidade for que o amor é um sentimento transitório e superficial que acaba por ser colocado num pedestal pela mídia e não dentro do coração, então que eu viva do surreal. O meu amor não precisa passar por provas ou situações extremas, mas eu quero que ele seja sempre... Completo em sua essência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Bem boêmio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ah, bom, - ela ria – não preciso de cortesãs ou alcoolismo. Mas essa coisa &lt;/span&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Arial;"&gt;de ‘’all we need is love’’ e ‘the greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return’’ – e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;ele que ria &lt;/span&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Arial;"&gt;agora - é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;muito sedutora&lt;/span&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Um Moulin Rouge em pleno 2008!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quase engasgou com o chá e deu mais risada. É claro que ele reconheceu a frase. Era o monstro dela, era parte também. E as garras, os dentes, o ar assustador... Já não estavam ali. Conversar com seus monstros faz com que eles esvaziem como bexigas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Agora que tirei isso do peito, - agarrou com uma mão o bichinho que um dia já lhe causara tantos problemas que mal sequer cabia dentro do armário – espero que compreenda que eu tenho que matar você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele retorceu-se entre os dedos, tentou se desvencilhar, chorou e suspirou com o pouco ar que era pressionado dentro da minúscula caixa torácica:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Mas por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela o esganou um pouquinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Porque você é uma complicação na minha vida. Tenho que aprender a digeri-lo. Agora, você vai fazer parte de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E o colocou na boca, mastigando os ossinhos, o sangue escorrendo no canto da boca. E o engoliu com chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7szfxxA5OI/AAAAAAAADVA/MeTh993GWVQ/s1600-h/tea1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7szfxxA5OI/AAAAAAAADVA/MeTh993GWVQ/s320/tea1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168781618365654242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-7845027962432190562?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7845027962432190562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/7845027962432190562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/como-resolver-um-problema.html' title='Como resolver um problema'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7sz-BxA5PI/AAAAAAAADVI/XW2OmSOt1fE/s72-c/Circus+song+%282%29+copylips+copy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-540083297813367339</id><published>2008-02-18T11:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T11:52:17.073-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surreal'/><title type='text'>Um pouco sobre a (ir)realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7nhmhxA5MI/AAAAAAAADUo/jEjYpyTzyss/s1600-h/Surreal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7nhmhxA5MI/AAAAAAAADUo/jEjYpyTzyss/s320/Surreal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168410099399582914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela abriu a porta do quarto e não encontrou seu corredor. Viu uma sala vazia de iluminação fraca e lateral com dois homens que ela não conhecia sentados num sofá vermelho tão brilhante que parecia de plástico envernizado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não reparou em mais detalhes pois seu instinto gritou para fechar a porta, e seus nervos obedeceram. Sentiu o suor escorrer pelo seu rosto. Caralho!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Girou a maçaneta rezando para ver o corredor, sua casa, seu cachorro Martini. Esqueceu-se que já não tinha lá muita fé em teorias criacionistas. Já por uma pequena fresta pôde concluir que não enxergava o que queria. O desespero levou a um nó na garganta, uma lágrima, uma careta. Era o tipo de cena que, se fosse pintada numa tela de cinema, a platéia gritaria ‘’Não abra!’’... Acontece que, se estivessem no lugar do elenco, perceberiam que na realidade a curiosidade sempre vence. Não que isso fosse realidade, é claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Você nem precisa fingir preocupação – começou um dos homens, que parecia ficar mais alto e mais magro e mais narigudo e mais desproporcional a cada palavra – Já reparou que a realidade passa por um processo de filtração pessoal antes de poder ser de fato enxergada? Você não vê o que tem diante dos seus olhos, seus olhos captam a imagem e deixam seu cérebro interpretar da forma que lhe for conveniente. Nunca ninguém presenciou nada de fato tangível. É impossível termos a mesma interpretação e o mesmo ponto de vista. Não finja preocupação. Você só vê o que seu cérebro lhe diz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela abriu os olhos e encontrou-se deitada na cama. Estava nervosa e tudo parecia rodar. E não estavam rodando de verdade, claro, era apenas assim que suas sinapses estavam brincando no momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Teve assim a certeza que não poderia presenciar jamais nada puramente verdadeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando abriu a porta novamente. Lá estava o homem muito alto e muito magro e muito narigudo e outro que não havia nenhum adjetivo adicional exceto velho, a janela à direita, o papel de parede descascando, o carpete negro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Então, qual realidade você quer ver?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7nhbBxA5LI/AAAAAAAADUg/1O9grruzvTw/s1600-h/tea2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7nhbBxA5LI/AAAAAAAADUg/1O9grruzvTw/s320/tea2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168409901831087282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-540083297813367339?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/540083297813367339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/540083297813367339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/um-pouco-sobre-irrealidade.html' title='Um pouco sobre a (ir)realidade'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7nhmhxA5MI/AAAAAAAADUo/jEjYpyTzyss/s72-c/Surreal.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1612050579989788716</id><published>2008-02-17T11:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T13:49:53.235-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá com monstros'/><title type='text'>Sobre monstros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7iqZRxA5KI/AAAAAAAADUQ/j7mkLI6GUmQ/s1600-h/Sorvete_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7iqZRxA5KI/AAAAAAAADUQ/j7mkLI6GUmQ/s320/Sorvete_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168067923650077858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(monstros por Nicolas, &lt;a href="http://ploop26.deviantart.com/art/monsters-lyrics-44579209"&gt;Monsters Lyrics&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O menino escutou as palavras da menina sem acreditar. Riu, disse que não era sério. Ela lhe lançou um olhar triste e disse que era, era sim e sentia muito por isso. Ele agarra seus pés, implora para que ela fique, grita freneticamente, derrama litros de lágrimas. A menina parece estar mal, mas nem tanto: sentia agora a liberdade que queria. O menino se tranca no quarto por dias. E ao invés de digerir a situação, liga para ela todos os dias, fala com as melhores amigas dela que gostavam tanto dele, escreve e-mails... E enquanto isso, dentro do armário dele, um monstro recém-nascido toma cada vez mais corpo e cada vez mais forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma garota lê sobre profissões. Lê com atenção tudo sobre Administração e, pensando que não faria mal a ninguém, resolve passar os olhos pelo curso de Artes Cênicas. Lembra-se dos seus pais falando sobre dinheiro, dos professores sobre mercado de trabalho, da sua tia que é professora e sobrevive com um salário terrível aos trancos e barrancos. Mas ela sente que tem uma vocação para isso, que jamais viveria em paz na dúvida de ''Como teria sido se eu tivesse feito aquele curso?''. E ao invés de pensar sobre a profissão com mais cuidado, conversar com seus pais seriamente sobre o assunto, ela faz uma inscrição assinalando a opção de Adminstração... E enquanto isso, dentro do armário dela, um monstro já idoso ganha peso e altura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A mãe daquele menino tem um monstro chamado Traição. O tio daquela garota tem outro chamado Problemas Financeiros. E a avó mais um chamado Morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O caso é que todos têm seus monstros. Às vezes é preciso tomar chá com eles&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7iqIhxA5JI/AAAAAAAADUI/K1kKZfsni7Q/s1600-h/tea.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7iqIhxA5JI/AAAAAAAADUI/K1kKZfsni7Q/s320/tea.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168067635887269010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1612050579989788716?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1612050579989788716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1612050579989788716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/sobre-monstros.html' title='Sobre monstros'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7iqZRxA5KI/AAAAAAAADUQ/j7mkLI6GUmQ/s72-c/Sorvete_2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-2734820766634530244</id><published>2008-02-16T07:33:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T17:43:26.523-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos aleatórias'/><title type='text'>Sobre hesitação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7cSzBxA5HI/AAAAAAAADTo/v5ZMvTzVnWc/s1600-h/abre_los_ojos_by_complejo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7cSzBxA5HI/AAAAAAAADTo/v5ZMvTzVnWc/s320/abre_los_ojos_by_complejo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167619765287576690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Fotografia ''Abre los Ojos'', por Alberto ''Complejo'')&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Pegou o CD?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sentada na cama, sequer levantou a cabeça ao perguntar. Ouviu o som dos dedos longos dele baterem na superfície da cômoda e então escorregarem dali. Seus batimentos cardíacos aceleram ainda mais. Temeu que talvez ele notasse o tanto que seu peito saltava. Sentiu sua presença se aproximando, dobrando os joelhos. Ele tocou com delicadeza o dedo indicador dobrado no queixo da menina, obrigando-a a olhar nos seus olhos. Ela sentiu o rosto queimar e quis estrangular o sistema nervoso simpático que entregava seu nervosismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Peguei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Segurou-lhe com as duas mãos a cintura; o moletom largo e listrado que ela tanto usava agora colado a pele. Envolveu-lhe o rosto na região próxima a orelha, sentindo os ossos tão bem marcados com as mãos terrivelmente suadas. Ela intensificou a respiração; puxou-a mais perto do corpo dele: ele agachado e ela sentada na cama ficavam na mesma altura. Sentiu os cílios da menina se moverem, indicando que ela abria os olhos e achou melhor lentamente retirar sua língua e desencostar os lábios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Olha – limpou a garganta, tentando disfarçar o quanto estava ofegante – Seu CD está ali. Se você quiser ir... Ou a gente poderia ouvi-lo junto, mas você que sabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ela ficou quieta por uns instantes, seus rostos ainda encostados, um cheiro gostoso que saia daquele quarto. Deveria ser cheiro de homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Põe o CD para tocar. Coloca na sua faixa favorita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os primeiros acordes e ele sentou-se ao lado dela. Ficaram a se olhar nos olhos, os pensamentos deles cheios de repreensões. Depois, ele cantava baixinho com a cabeça encostada no ombro dela, e ela se encontrou numa súbita calma. Deslizou seus dedos por baixo da blusa de frio dele e raspou suas unhas rapidamente pelas costas: ele sentiu um arrepio e virou para ela rindo. Sabia o que aquilo queria dizer. Hesitaram, olhando nos olhos de novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se fora segundos ou minutos de hesitação, ela não saberia dizer. Ficou a pensar nisso sentada no chão do chuveiro, a água desligada, nenhuma marca temporal. Se ficara segundos ou minutos pensando nisso, ela não saberia dizer. Só sabia que era uma coisa engraçada de ser pensada, e era a mais confortante das lembranças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7ccchxA5II/AAAAAAAADT4/FiWER1SNrCQ/s1600-h/gdgdg.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7ccchxA5II/AAAAAAAADT4/FiWER1SNrCQ/s320/gdgdg.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167630373856797826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-2734820766634530244?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2734820766634530244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/2734820766634530244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/sobre-hesitao.html' title='Sobre hesitação'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7cSzBxA5HI/AAAAAAAADTo/v5ZMvTzVnWc/s72-c/abre_los_ojos_by_complejo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1274829142097609576</id><published>2008-02-15T08:39:00.000-08:00</published><updated>2008-04-16T09:47:04.290-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Crônica de carnaval de algun dias atrás</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Só coloquei as partes das músicas no texto porque ele não me pareceu triste sem elas. Criar o clima mesmo. Uma parte exclusivamente redundante de propósito.&lt;br /&gt;Música do Zeca Baleiro, A Flor da Pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7XDeRxA5FI/AAAAAAAADSw/MFsVH2whgt4/s1600-h/24-12-07_1557.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7XDeRxA5FI/AAAAAAAADSw/MFsVH2whgt4/s320/24-12-07_1557.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167251072409986130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;               Crônica de carnaval, totalmente a flor da pele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deitei na cama do hotel com os olhos fechados sentido a doce sensibilidade quase saudável de saudades. Nos meus lábios ainda estava desenhado o sorriso dos eventos recentes, sentia o gosto da batata frita na saliva. Sentia-me bem e com certeza tinha me divertido, mas um vazio tão grande tomava meu peito que parecia que algo estava faltando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;‘’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:Arial;"&gt; Um barco sem porto/ Sem rumo, sem vela/ Cavalo sem sela/ Um bicho solto/ Um cão sem dono/ Um menino, um bandido/ Às vezes me preservo/ Noutras suicido’’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A artificialidade de matinês carnavalescas forçava o entretenimento: aquela música alta e cheia de batidas traz uma vontade louca de pular e dançar e cantar, e ao fazer isso você libera endorfina e se sente muuuito bem, e as vodcas e energéticos não deixam o pique cair, e os tênis não permitem que dor no pé alguma para parar, e a pegação geral que ocorre alimenta o ânimo, e todo mundo se encontra em meio à recreação. Não é sutil, não é romântico: é quase deprimente. Quase que como se as pessoas tivessem que ser induzidas a uma série de tratamentos psicológicos para se divertirem instantaneamente. Como se elas não fossem capaz de se sentirem tão bem conversando com amigos quanto quando estavam lá. Talvez seja a pressa humana, esse ritmo acelerado que vivemos. Falar, ouvir e rir não é como a injeção automática das luzes negras e mini shorts.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esse tipo de coisa requer tempo, paciência, aprender a desenvolver argumentos, saber dar continuidade ao assunto, prestar atenção no que a pessoa fala. Mas hoje estamos todos tão mais preocupados em falar do que ouvir que dificulta esse tipo de relação: então vamos estourar nossos tímpanos com tuntz tuntz, sendo possível no máximo soltar uma cantada para pegar alguém. Ah, relacionamentos de micaretas e festas. A maioria solteira e com o objetivo único de sentir um pouco de contato humano sem muito esforço. A parte mais deprimente, talvez, seja essa dificuldade de conseguir conquistar alguém, flertar, sorrir, olhar de longe, perguntar o signo, recitar algum trecho de poesia, fazer comentários engraçados, sutilmente segurar a mão da pessoa em meio aos olhares, dar-lhe um beijo na porta da casa e no outro dia ligar. Mas não há tempo para isso, querem se divertir e se divertir agora e beijar e beijar agora, pressa, tanta gente para conhecer, tantos lábios para provar. Aposto que assim que pousam sua cabeça nos travesseiros sentem esse vazio que eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;sentia. Um buraco enorme dentro do peito: assim que as batidas cessam, se dão conta que o efeito da noite acabou e que mal se lembram do nome da pessoa em quem enfiaram suas línguas. Os efeitos de um encontro bom duram semanas e meses, um sorriso que escapa ao lembrar-se daquele diálogo gostoso, do doce toque humano verdadeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9.05pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agora, em minha cidade em casa novamente, um choro bate na janela e os hormônios da fase menstrual criaram uma áurea melancólica irresistível. Cheguei a casa e capotei, acordei a pouco como se tivesse sido atropelada (nossa, que construção gramatical terrível) por um ônibus. No misto de sonolência e carência, fiquei a ler poemas e crônicas românticas, ouvindo músicas tristes. Acho que são esses os ingredientes necessários para conseguir o que eu gosto de chamar de embriaguez poética (mas você pode substituir o sono por uma garrafa de vinho barato). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9.05pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:Arial;"&gt; Ando tão à flor da pele, qualquer beijo de novela me faz chorar/ Ando tão à flor da pele, que teu olhar "flor na janela" me faz morrer/ Ando tão à flor da pele, que meu desejo se confunde com a vontade de não ser/ Ando tão à flor da pele, que a minha pele tem o fogo do juízo final’’...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9.05pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Domingo de carnaval fui a um clube com um grupo de amigas da minha cidade para me encontrar com o meu possível melhor amigo. Ele nos colocou lá dentro, pulamos, dançamos, toda terapia de entretenimento. Ouvi umas boas cantadas (boas em questão de quantidade, em quesito qualidade elas variavam do nível terrível a péssimo), paquerei um delicinha de longe. Arranjei uma menina para meu amigo, dando muita risada e falando coisas tipo ‘’Fica com ele sim, ele é lindo, tem olhos claros, aquela altura sexy, uma bunda deliciosa, e é carnaval, poxa!’’. O meu paquera a distância chegou para dançar, para conversar e tive que ver a cena deprimente de ele dar uma reboladinha ao som de piriguete. Fiquei com uma baita repelência. Aí eu broxei geral. Acho que simplesmente não rolou química. Voltei para o hotel com as meninas, pedimos batata frita para o cara do room service de quem eu já quase era amiga após outros pedidos e muitas risadas (‘’Ai, eu sei que já está quase na hora do café-da-manhã, mas poooxa, a gente já vai dormir, estamos morrendo de fome, não dá pra fazer quatro x-burgers? Nem uma porção de batata frita? ’’) ouvi as possibilidades de amor que elas tiveram com os fofos garotos que encontraram e elas rolaram de rir da minha desventura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 9.05pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;‘’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:Arial;"&gt; Oh, sim, eu estou tão cansado/ Mas não pra dizer que não acredito mais em você/ Eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus/ Mas vou tomar aquele velho navio/ Aquele velho navio&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; ‘’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deitei na cama do hotel com os olhos fechados sentido a doce sensibilidade quase saudável de saudades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9.05pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É incrível o abismo que nos colocamos quando sentimos uma verdadeira promessa de felicidade. É um passo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu juro que me sentia muito bem por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;estar tão leviana. Foi uma coisa tão pequena, mas justamente mágica por isso... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aquela coisa que ficaria bonito emoldurado numa tela de cinema. Com cores mais quentes e num estilo meio câmera fotográfica antiga, sabe? O branco fica amarelado, joga um verde no azul e o um laranja no vermelho, fica lindo. E não teria diálogos, só closes. O meu dedão acariciando os ossinhos das costas da mão dele e o dedão dele entre meus dedos roçando numa leveza quase digna de ballet clássico de repertório. As pupilas dele fazendo aqueles movimentos de contração e dilatação conforme a luz e o objeto fitado variavam, que dá para ver tão bem com aquele contorno de íris naquela cor tão única. A câmera filmando em horizontal dos nossos narizes para baixo até nossos peitos, centralizando assim nossos sorrisos que abriam e fechavam e gesticulavam. A mão dele no meu rosto, minha mão na nuca dele. A outra mão dele segurando minha mão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9.05pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nos meus lábios ainda estava desenhado o sorriso dos eventos recentes, sentia o gosto da batata frita na saliva. Um passo para o abismo. Pensava na minha epifania e me encontrava num estado longe do de ser leviano. Não me sentia bobinha, não era ingenuidade. Era um não sei o quê. Meu cérebro trabalhava para tentar colocar o em palavras o que estava carregando. Pareceu-me tão intangível. Que símbolo daria para isso? Eu só... Eu só preferia ter passado aquela noite com ele do que com aquele desconhecido. Nem que fosse só para conversar, nem que fosse por vinte minutos. Nem que violinos chorassem acordes nostálgicos ao fundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foi uma coisa tão pequena, mas justamente mágica por isso... Empurramos nossa promessa de amor até o abismo e depois deixávamos que ela voltasse, naturalmente. Foram poucos encontros. É difícil. Mas às vezes sentia que tudo era tão simples! Tão simples que nos esquecemos de nos lembrar de certas coisas. Esquecia de me lembrar de não correr os olhos com jeito apaixonado dos lábios dele para os olhos, e dos olhos para os lábios. Ele esquecia de se lembrar de que não podia apoiar os joelhos no tapete e me observar cochilar no sofá... Passávamos horas conversando. E se ficamos quietos, dê-nos apenas dois minutos para eu e ele pensarmos num bom assunto e então começar uma frase simultaneamente, para rir ‘’Desculpe, pode falar’’, ‘’Não, fala você primeiro’’. E se insistirmos no silêncio, é porque de súbito nos pegamos sem necessidade de dizer nada. É difícil fazermos uma ligação: falar com alguém e se sentir realmente compreendido, como se negássemos a famosa frase de Thomas Mann ‘’&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A linguagem pode apenas louvar, mas não reproduzir, a beleza que toca os sentidos’’ e nós de fato pudéssemos transmitir nossas sensações para o outro com apenas palavras. Conseguir fazer isso sem a linguagem, então, é talvez o que mais buscamos em nossa vida. Logo percebíamos que aquela ligação levaria facilmente ao beijo, e desviávamos nossos olhares. Parei de desviar há alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 9pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7XJHBxA5GI/AAAAAAAADS8/SF1pDOkGmUw/s1600-h/Untitled-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7XJHBxA5GI/AAAAAAAADS8/SF1pDOkGmUw/s320/Untitled-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167257270047794274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1274829142097609576?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1274829142097609576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1274829142097609576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/crnica-de-carnaval-totalmente-flor-da.html' title='Crônica de carnaval de algun dias atrás'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7XDeRxA5FI/AAAAAAAADSw/MFsVH2whgt4/s72-c/24-12-07_1557.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7706838667058831650.post-1718495058653993236</id><published>2008-02-14T13:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T15:12:59.640-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá com monstros'/><title type='text'>O tal do primeiro post</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7S1thxA5DI/AAAAAAAADSU/JCSEypsASfk/s1600-h/Crazy+hair+and+another+fairytells+%2835%29+copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166954466263491634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7S1thxA5DI/AAAAAAAADSU/JCSEypsASfk/s320/Crazy+hair+and+another+fairytells+%2835%29+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu já sou egocêntrica o suficiente para desperdiçar um link, então creio que não será necessário desperdiçar ainda mais linhas falando de mim. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O caso é que eu resolvi me meter na enorme idiotisse de criar um blog. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não é o primeiro e com certeza não será o último, eu sei (insistir em idiotisses é algo que se tivesse diploma para colocar em currículo eu já teria até Ph.D), então não custa nada sair dos padrões sociais de ‘’Oi, meu nome é Taís, esse aqui é o meu blog, espero que goste’’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na verdade eu não espero que você goste, porque eu tenho quinze anos e as minhas reflexões serão desse nível e isso implica ‘’Ai, será que ele vai me ligar amanhã? Putz, levei bomba nessa última prova’’, o que todo mundo sabe que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;CHATO&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; com letras maiúsculas, itálico, sublinhado e negrito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Então vou começar isso aqui me desculpando. De verdade, a parte da desculpa é só por sentir uma carga opressora gigante ao pensar em críticos ou intelectuais lendo tudo que planejo escrever com ar de ‘’Ah, mais um daqueles cheios de hormônios e historinhas bobas’’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Esse blog transborda hormônios. Esse blog é uma historinha boba. Estou, pela primeira vez na vida, escrevendo sem pensar nos que lerão, em suas opiniões gramaticalmente corretas, nas suas comparações ridículas e esse senso crítico de quem se coloca num nível superior e acha que pode julgar o resto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E assim vou começando isso, com comentários ácidos e corroendo alguma alma que se deu o trabalho de ler. Eu estou ácida. É a perspectiva de ano novo que me derruba. O colegial acabando e o vestibular chegando. Os problemas com amores e amizades. Esse vazio imenso. Um monte de divagações (a maioria retóricas, para você ver o nível do desespero) assombrando minha cabeça. Litros de chá com monstros para engolir: e é aí que minha história muda de cor. Mas isso é uma outra história para um outro post...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7S8OBxA5EI/AAAAAAAADSg/N6L2hsi7qKY/s1600-h/Tea+with+monsters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166961621679006786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7S8OBxA5EI/AAAAAAAADSg/N6L2hsi7qKY/s320/Tea+with+monsters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7706838667058831650-1718495058653993236?l=chacommonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1718495058653993236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7706838667058831650/posts/default/1718495058653993236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chacommonstros.blogspot.com/2008/02/o-tal-do-primeiro-post.html' title='O tal do primeiro post'/><author><name>Táta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03163574726240451437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_WTLi6pt9V40/SeIUhDidocI/AAAAAAAAGK4/PFC7Y2Hz9Kg/S220/Who%27s+afraid+of+Natalie+A+copyaaaa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WTLi6pt9V40/R7S1thxA5DI/AAAAAAAADSU/JCSEypsASfk/s72-c/Crazy+hair+and+another+fairytells+%2835%29+copy.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
